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Fafá de Belém critica governo e afirma: ''Fora Bolsonaro' é um despertar'

Fafá de Belém em apresentação na programação Varanda de Nazaré, em Belém - Anderson Coelho/UOL
Fafá de Belém em apresentação na programação Varanda de Nazaré, em Belém Imagem: Anderson Coelho/UOL

Luciana Cavalcante

Colaboração para Splash, em Belém

09/10/2021 21h20Atualizada em 09/10/2021 22h01

Fafá de Belém avaliou o grito de "Fora Bolsonaro", puxado pela plateia do seu show no Theatro da Paz em Belém, na quinta-feira (7), como um despertar da sociedade. Em entrevista a Splash, a cantora também fez duras críticas ao governo, por não respeitar a cultura, pelo negacionismo quanto à covid-19, e por tentar impor tratamentos sem eficácia.

A apresentação marcou o retorno de Fafá aos palcos após mais de um ano. O manifesto contra o presidente, na avaliação de Fafá, nasceu de um clamor, que cresce a cada dia na população, de todos os que se posicionam sobre o atual cenário político brasileiro, seja no país ou no exterior.

É um movimento, um clamor que nasce no coração da plateia, que saiu dos lugares fechados e das mídias sociais e está nas ruas, nos teatros e, principalmente, nas manifestações culturais, movimento este, a Cultura, que esse governo não ouve, não respeita e tenta desacreditar.

Apesar disso, Fafá diz que a sociedade brasileira demorou em perceber a gravidade da pandemia por negacionismo e falta de sensibilidade do governo.

Tudo que a gente vê é que foram negadas vacinas, que o negacionismo e a tentativa de se enfiar goela abaixo o tratamento inexistente, sem qualquer eficácia, nos hospitais públicos e privados, nos levou a esse número gigantesco de mortes no Brasil. Vejo isso como um despertar (Fora Bolsonaro).

O Brasil atingiu, ontem, a triste marca de 600 mil vidas perdidas para a doença.

Conhecida por sempre se posicionar politicamente, Fafá de Belém disse que espera que o povo brasileiro vote com consciência em 2022.

Espero que estejamos mais conscientes e que votemos em candidatos que realmente tenham uma representatividade e braços dados com os avanços, com um mundo mais moderno, mas receptivo, menos preconceituoso, de aceitação, que não foi o que aconteceu em 2018.