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O brasileiro está se descobrindo 'furry' depois do 'The Masked Singer'?

Laysa Zanetti

De Splash, em São Paulo

02/09/2021 04h00

Não deu outra quando a Onça Pintada subiu ao palco do "The Masked Singer" nesta terça (30). Até Ivete Sangalo disse que "a gente tá ficando a fim" do tal mascarado e Gil do Vigor "sentiu um clima". Isso levou as redes sociais à seguinte pergunta:

Será que o brasileiro está se descobrindo "furry"?

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Mas o que é o "furry fandom"?

O termo diz respeito a uma subcultura ligada a personagens antropomórficos. Ou seja, aqueles que apresentam características físicas semelhantes às de animais, mas personalidade humana.

A comunidade é formada por entusiastas e artistas que compartilham interesse no gênero. Nos grupos, as pessoas se envolvem em atividades coletivas e alguns até criam seus próprios personagens.

Assim, os furries não se diferem de um grupo de fãs de um gênero musical ou de algum artista, por exemplo.

Douglas Muth/Reprodução - Douglas Muth/Reprodução
Furries na Anthrocon 2010
Imagem: Douglas Muth/Reprodução

Eles se vestem com fantasias de animais o tempo todo?

Não. Segundo pesquisa do International Anthropomorphic Research Project, as atividades mais importantes para os furries envolvem artes e aceitação —ao contrário dos estereótipos, sexo não é considerado um interesse essencial dentro do grupo.

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As fantasias antropomórficas são usadas por uma parte pequena do fandom. O estudo afirma que menos de 15% possuem uma fursuit completa, e 25% possuem uma parcial —isto é, ao menos dois ou três itens.

Mesmo assim, mais de 70% têm pelo menos um item que os identifique como parte da comunidade furry.

De onde vem o interesse?

O interesse das pessoas pela comunidade furry tem origens diversas. Segundo o FurScience, muitos membros dos grupos começaram a se aproximar por uma série de fatores variados, geralmente identificando uma mistura entre influência externa e identificação interna.

Já as razões para fazer parte são quase unânimes: a grande maioria se sente motivada pela sensação de pertencimento dentro da comunidade, o que pode ajudar na autoestima e fazer escapar da rotina.

Mas não é um fetiche?

Existem, sim, temas sexuais dentro da comunidade, mas nada unânime. O estudo de 2017 revela que atração é um motivador para 37% daqueles que responderam à pesquisa, mas não um fator essencial —entretenimento e pertencimento, por exemplo, são agentes mais importantes.