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Rennan da Penha conversa com ex-presidente Lula sobre importância do funk

DJ Renann da Penha e Lula participaram de encontro de lideranças cariocas no sábado (12) - Divulgação
DJ Renann da Penha e Lula participaram de encontro de lideranças cariocas no sábado (12) Imagem: Divulgação

De Splash, em São Paulo

16/06/2021 12h16Atualizada em 16/06/2021 12h16

O DJ Rennan da Penha conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a importância e força de transformação que o ritmo do funk para jovens de periferias do Rio de Janeiro e do Brasil.

O produtor e o postulante a candidato do PT ao Planalto no ano que vem se encontraram no sábado (12) em uma reunião com diversas lideranças cariocas.

Rennan, que critica a perseguição ao ritmo e foi preso no auge da sua carreira acusado de associação ao tráfico em abril de 2019, disse que o funk abriu porta na sua vida.

Por meio da música, eu conheci outros países que nunca achei que iria conhecer. Nunca achei que iria ter acesso a esses lugares e foi o funk que me proporcionou isso. Um ritmo que veio da periferia e hoje é número um em todas as plataformas digitais.

Renann chegou a vencer o prêmio Multishow de canção do ano de 2019 com "Hoje Eu Vou Parar na Gaiola" — referência ao baile da Gaiola, no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro.

Na reunião, o DJ apontou para a falta de oportunidades no ramo da cultura e que acaba refletindo em mais desigualdades sociais.

Quando chego na minha comunidade, fico observando que há vários Rennan da Penha. Muitos com talento em abundância, todos respiram dança e muita arte dentro da favela. E eu não vejo ninguém dar oportunidade digna a essas pessoas.

Lula esteve hoje em um encontro de aproximadamente três horas do ex-presidente com ao menos 21 lideranças de favelas e movimentos sociais de juventude do Rio de Janeiro. O ex-presidente criticou a ação policial que terminou na morte da designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos, grávida de três meses, no Complexo do Lins, no Rio de Janeiro.

É a excrescência do comportamento de determinados setores da polícia do Rio de Janeiro. Primeiro atira para depois descobrir quem foi a vítima.