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Com três estatuetas, 'Nomadland' é o grande vencedor do Oscar 2021

Peter Spears, Frances McDormand, Chloe Zhao, Mollye Asher e Dan Janvey comemoram o Oscar de melhor filme para "Nomadland" - Chris Pizzello-Pool/Getty Images
Peter Spears, Frances McDormand, Chloe Zhao, Mollye Asher e Dan Janvey comemoram o Oscar de melhor filme para 'Nomadland' Imagem: Chris Pizzello-Pool/Getty Images

De Splash, em São Paulo

26/04/2021 00h50

Melhor filme, melhor atriz e melhor direção. "Nomadland" levou três estatuetas nas principais categorias do Oscar e sai como o grande vencedor da noite, na primeira edição da premiação que acontece durante a pandemia.

O filme de Chloé Zhao (leia a entrevista com a diretora) concorria em seis categorias e superou até mesmo o mais indicado da noite, "Mank", que disputava dez prêmios e só levou dois, fotografia e direção de arte, considerados técnicos.

A diretora chinesa ainda fez história como a primeira asiática a ganhar uma estatueta de melhor direção. Ela também foi apenas a segunda mulher premiada na categoria em 93 anos de prêmio (Kathryn Bigelow levou em 2010 por "Guerra ao Terror").

Destaque também para a protagonista Frances McDormand, que também fez as vezes de produtora do longa. A atriz idealizou o filme depois de ler o livro homônimo de Jessica Bruder e convidou Chloé Zhao para roteirizar e dirigir "Nomadland". Com o trabalho, levou para casa o quarto Oscar da carreira.

O melhor filme do Oscar 2021 estreia oficialmente nos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (29), mas já está disponível em pré-estreia em algumas salas do país, que começam a reabrir.

O longa acompanha a viúva Fern (Frances McDormand,) que perde o emprego, a casa e até a cidade na crise de 2008 e passa a morar em sua van e viajar pelos EUA em busca de vários bicos, construindo pelo caminho uma forma de vida diferente.

Roberto Sadovski, colunista de Splash, avaliou "Nomadland", que é o terceiro longa da carreira da diretora Chloé Zhao:

Chloé Zhao traça uma narrativa carregada em simbolismo, misturando realidade e ficção em uma trama que aborda, com sensibilidade, a necessidade em todos nós de criar conexões.

O elenco ainda inclui vários "nômades" da vida real, interpretando versões de si próprios, marcando uma característica da diretora Chloé Zhao, que gosta de trabalhar com atores não profissionais.