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Carlos Gil relembra começo da covid na Ásia e vive expectativa de Olimpíada

Carlos Gil é correspondente da Globo no Japão
Carlos Gil é correspondente da Globo no Japão
Divulgação/Globo

Leandro Carneiro

De Splash, em São Paulo

25/04/2021 04h00

Há quase três anos, Carlos Gil recebeu uma notícia que mudaria completamente sua vida. O Brasil já não seria mais sua casa. Ele, que se consagrou como repórter esportivo por aqui, virava correspondente internacional no Japão.

Com experiência em Copa do Mundo, Fórmula 1 e Jogos Olímpicos, era um nome grande para preparar terreno para a cobertura da Olimpíada de 2020, que agora será em 2021. Mas no meio do caminho tinha uma "pneumonia chinesa": a pandemia de covid-19.

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Globo/Divulgação - Globo/Divulgação
Imagem: Globo/Divulgação

Prontamente me interessei [em aceitar a vaga]. Dividi com a minha esposa e ela também topou, por acreditar que seria uma experiência interessante para os nossos filhos viver em outro país, aprender uma nova cultura e novas línguas. Tinha como desejo viver essa experiência.

Mas nem tudo saiu como o esperado:

Vivenciei algo histórico. Estava na Ásia quando 'uma nova pneumonia chinesa' apareceu e fiz as primeiras reportagens sobre isso. Então é algo que carregarei para a minha história.
Carlos Gil

Apesar de tudo ter começado na Ásia, Gil afirma que a situação foi bem mais tranquila no Japão. E que o momento maior é de preocupação com amigos e parentes no Brasil.

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"Acompanhamos com muita angústia. A tecnologia nos permite estar em contato sempre, mas é complicado. Aqui, ninguém do nosso círculo contraiu o vírus. Na escola dos meus filhos, por exemplo, o pai de uma criança e uma professora foram infectados".

Comparativamente, tenho amigos e familiares que estiveram ou ainda estão com covid neste momento. Acompanhar tudo isso de longe é muito difícil.

Gil ainda admitiu que viver o isolamento no Japão foi mais fácil, pois não chegaram a ficar nem três meses com tudo fechado. Mas confessa que abriu mão de algumas regalias familiares que tinha, como a ida ao cinema.

Ir para o Japão significou mudar não só a rotina de horários, também a de trabalho. O esporte ficaria sem segundo plano, ainda que a Olimpíada estivesse a caminho. Agora, o foco eram todas as áreas envolvendo a Ásia. Mas Gil encarou tranquilamente.

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Jornalista pode ser especializado, mas a notícia é universal, não importa a editoria. Estar aqui tem sido um desafio muito legal e gostoso, uma experiência fantástica.

Carlos Gil estará na equipe da Globo que promete uma cobertura de mais de 200 horas de transmissão ao vivo. No momento, ele grava a série "Tóquio 1964" que mostra as conexões entre os dois Jogos Olímpicos japoneses e vai ao ar no Esporte Espetacular.

Hoje, o cenário indica que os Jogos vão acontecer. De uma maneira diferente, com diferentes protocolos. A ansiedade é natural. Claro que todo evento esportivo tem as suas incertezas, mas essa é uma incerteza diferente, mexe com a saúde pública, então tudo tem sido muito intenso.