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Falcão e Soldado Invernal discute legado e racismo, e se prepara para final

Pôster de 'Falcão e o Soldado Invernal'
Pôster de 'Falcão e o Soldado Invernal'
Reprodução

Beatriz Amendola

De Splash, em São Paulo

16/04/2021 12h03Atualizada em 16/04/2021 13h23

Depois de John Walker (Wyatt Russell) tomar um caminho sombrio no quarto episódio de "Falcão e o Soldado Invernal", foi a vez de um de seus protagonistas dar um passo importante, em um episódio que levantou ótimas discussões sobre legado e preconceito.

Vamos falar mais disso, mas atenção: há spoilers neste texto, só continue se você quiser saber o que acontece.

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Arte UOL - Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Após Walker matar violenta e publicamente um Apátrida que estava derrotado, vem um confronto intenso em que ele é derrotado, depois de muito esforço, por Sam (Anthony Mackie) e Bucky (Sebastian Stan).

Isso leva Walker a perder o posto de Capitão América e faz Sam, enfim, voltar a encarar o que ele vinha evitando: que Steve Rogers (Chris Evans) o escolheu para assumir seu manto, ainda em "Vingadores: Ultimato" (2019).

Reprodução/YouTube - Reprodução/YouTube
Sam, Bucky e John Walker se enfrentam em 'Falcão e o Soldado Invernal'
Imagem: Reprodução/YouTube

Sam começa essa nova fase de sua jornada indo conversar com Isaiah (Carl Lumbly), o veterano que recebeu o soro do super-soldado em experimentos. Isaiah conta sua história completa, recordando como o exército americano fez testes com ele e outros soldados, usando versões instáveis do soro.

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Isaiah inclusive chegou a salvar outros soldados apesar de o exército querer matá-los, o que rendeu a ele 30 anos na prisão. "Eles estavam preocupados que a minha história pudesse sair, então eles me apagaram, apagaram a minha história. Mas eles já fazem isso há 500 anos", diz ele a Sam.

Eles nunca irão deixar um homem negro ser o Capitão América. E mesmo se deixassem, nenhum homem negro que se respeita gostaria de ser.

É fácil entender a posição dele, tendo em vista os crimes racistas e as mortes brutais que, na vida real, motivaram (e ainda motivam) protestos e movimentos como o Black Lives Matter.

E a série não foge disso

Em certo momento, Bucky pede desculpas a Sam por não ter compreendido inteiramente o legado complexo com o qual ele estava lidando (e que não era só de Steve).

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Mas Sam, por fim, toma a decisão de assumir o manto.

E o detalhe mais significativo aqui é que foi uma decisão inteiramente dele. Não de Steve, muito menos do governo.

E a série já estabeleceu o lugar de Sam como O Capitão América, não o "Capitão América negro", como se ele fosse um mero adendo a Steve.

Lá atrás, no segundo episódio, Sam respondeu a um garotinho curioso que o chamou de Falcão Negro. O herói questionou o menino se aquilo era por ele ser negro e o Falcão. Dessa forma, argumentou, o garoto seria conhecido só como "menino negro".

Agora, estamos preparados para o sexto e último episódio da série, em que provavelmente veremos Sam oficialmente como o Capitão América.

Mal podemos esperar.