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'Sem cultura em casa, a gente teria morrido', diz Hassum sobre a pandemia

De Splash, em São Paulo

12/04/2021 14h32Atualizada em 12/04/2021 17h03

Mais do que uma válvula de escape na pandemia do coronavírus, o humor é um instrumento para a sobrevivência da população em um momento como este. Esta é a opinião de Leandro Hassum, humorista convidado para o UOL Debate de hoje, que trouxe uma conversa sobre a importância da comédia em tempos de crise.

"Sem cultura em casa, a gente teria morrido. Imagina a gripe espanhola, em que as pessoas só tinham livros e pintura. Prestem atenção no quão fundamental está sendo a cultura para a gente manter a saúde mental de todo mundo. Tanto para nós, que fazemos humor, quanto para o povo, que assiste e precisa sorrir em algum momento. Volto a dizer: eu tenho uma baita honra de fazer parte da cura", afirmou Hassum.

O debate mediado por Chico Barney, colunista de Splash, contou também com a participação de Christian Machado, diretor de conteúdo do Multishow, e dos humoristas Isabelle Marques e Mauricio Manfrini.

O universo do humor precisou se reinventar durante a pandemia, que restringiu o acesso a espaços como teatros e cinemas. Mas, na opinião deles, este movimento revelou coisas boas.

"Rir para não chorar, rir é o melhor remédio... Frases que nunca fizeram tanto sentido na vida do brasileiro como nesse momento. O humor catalisa as nossas frustrações, decepções e tristezas e usa isso como ferramenta. É como rir das nossas próprias mazelas. Mas a nossa arte é muito viva, a gente precisa de gente! E, de repente, você se pergunta: eu vou fazer para quem? Por isso, a pandemia revelou uma galera incrível do humor na internet", disse Isabelle.

Assista ao UOL Debate sobre humor: