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BTS revela experiências de racismo e apoia campanha para proteger asiáticos

BTS: grupo coreano se pronunciou sobre onda de racismo contra asiáticos - KIM KYUNG-HOON
BTS: grupo coreano se pronunciou sobre onda de racismo contra asiáticos Imagem: KIM KYUNG-HOON

De Splash, em São Paulo

30/03/2021 10h07

O grupo de k-pop BTS postou na noite de ontem uma declaração oficial apoiando as hashtags #StopAsianHate e #StopAAPIHate, criadas nos EUA para fazer campanha contra o racismo direcionado a indivíduos asiáticos ou de ascendência asiática.

As tags se tornaram populares no Twitter após o aumento dos incidentes de racismo contra asiáticos no país, motivado pela crise do coronavírus. Em 16 de março, um atirador visitou três casas de massagem com proprietários asiáticos em Atlanta (EUA) e matou oito pessoas, incluindo seis mulheres asiáticas.

Na declaração, o septeto descreveu suas próprias experiências de racismo, embora tenha frisado que elas são "inconsequentes" diante do sofrimento de tantas outras pessoas nas últimas semanas.

Lembramos de momentos em que sofremos discriminação como asiáticos. Já precisamos aguentar xingamentos sem razão, e já zombaram de nós por nossas aparências. Já até nos perguntaram porque asiáticos como nós falavam inglês. Não conseguimos colocar em palavras a dor de receber esse tipo de ódio e violência."
BTS sobre experiências de racismo

Os artistas ainda escreveram que tiveram "discussões cuidadosas" sobre como se posicionar diante da onda de crimes de ódio contra asiáticos, "contemplando profundamente" a melhor forma de passar sua mensagem.

No fim, disseram eles, "ficou claro o que suas vozes precisavam dizer" neste momento:

Estamos firmes contra a discriminação racial. Condenamos a violência. Você, eu e todos nós temos o direito de sermos respeitados. Estamos juntos."
BTS em declaração oficial

Os integrantes do BTS antes da performance no Grammy - Reprodução - Reprodução
Os integrantes do BTS antes da performance no Grammy
Imagem: Reprodução

No ano passado, o BTS mostrou o seu apoio a outro movimento contra o racismo, o Black Lives Matter, que explodiu em protestos pelo mundo após o assassinato de George Floyd, nos EUA, em custódia policial.

Na ocasião, o grupo e a gravadora Big Hit Entertainment doaram US$ 1 milhão (R$ 5,7 milhões, na cotação atual) para o movimento.