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'Não vivemos da imagem dele', diz irmã de Dinho, do Mamonas Assassinas

Mamonas Assassinas em apresentação do Domingão do Faustão, da Globo - Reprodução/TV Globo
Mamonas Assassinas em apresentação do Domingão do Faustão, da Globo Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para o Splash, em São Paulo

17/03/2021 06h46

No começo do mês, o acidente aéreo que matou o grupo Mamonas Assassinas completou 25 anos. A data, que seria lembrada com várias homenagens, incluindo um filme sobre a vida dos cinco rapazes de Guarulhos, acabou sendo cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus.

Dona dos direitos da marca Mamonas, a família de Dinho diz receber criticas por causa de uma possível exploração da imagem do grupo em novos produtos com o nome da banda. No entanto, eles negam interesse: dizem que querem apenas manter a memória deles viva junto ao público.

"A gente não vive da imagem do Dinho, nem da renda dele. Nossa família tem uma vida confortável, mas todo mundo aqui trabalha. Meu pai tem 75 anos e continua trabalhando como corretor. As empresas nos procuram e, se for uma proposta legal, a gente aceita. Quem é fã conhece nossa índole", afirmou Grace Alves, irmã de Dinho, em uma live com Rebeca Agapito, da conta "Aquela Infância" no Instagram.

Se nós fôssemos mercenários, como já chegaram a nos acusar, o filme sobre o Mamonas já tinha saído. Recusamos o primeiro roteiro porque tinha ali algumas inverdades, que poderia ferir a imagem da banda. Esse cuidado a gente tem porque meu irmão tem que ser lembrado pela alegria que ele levava para as pessoas.

Grace explicou que, mesmo sendo a sua família a detentora legal dos direitos de exploração da marca Mamonas, as famílias dos outros quatro integrantes recebem os direitos das músicas e da imagem do grupo. "Todas as famílias podem usar a marca e ganhar com isso. Nós fizemos o registro, mas existe um acordo de cavalheiro entre as famílias. Somos todos amigos até hoje", garantiu a irmã do vocalista.

Célia Alves, mãe de Dinho, também participou e disse que a saudade de seu filho nunca passou. A aposentada de 67 anos disse também que nem ela e nem as famílias de Bento Hinoto, Júlio Rasec e dos irmãos Samuel e Sergio Reoli nunca receberam indenização pelo acidente que tirou a vida de todos.

"Até hoje não existiu indenização alguma. O processo ainda tramita na Justiça desde a época do acidente",lamentou.