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Ludmilla defende lockdown e cobra governantes: 'Quem vai garantir vacina?'

Ludmilla cobrou dos governantes vacinas e auxílio financeiro para a população - Divulgação
Ludmilla cobrou dos governantes vacinas e auxílio financeiro para a população Imagem: Divulgação

De Splash, em São Paulo

05/03/2021 17h47

Ludmilla saiu hoje em defesa das medidas de restrição para tentar frear a escalada da pandemia da covid-19, mas cobrou que os governantes garantam vacinas e alimentação para a população.

Em publicação feita em sua conta oficial do Twitter, a cantora carioca reforçou que não é contra o lockdown, mas pediu que a medida seja tomada sem deixar a população desamparada.

"Vocês querem me cancelar porque eu falei que serviços são essenciais? Tudo é essencial! Lockdown é, trabalhar é, comer, pagar conta. Alguém vai garantir que as pessoas tenham vacina e o que comer depois do lockdown? Então tranca tudo! Sou super a favor!", escreveu Lud.

Só mandar trancar e cada um que se vire é mole.
Disse Ludmilla.

No desabafo, a dona dos hits "Rainha da Favela" e "Favela Chegou" lembrou que a cobrança precisa ser direcionada para os governantes que tomam as decisões e coordenam as medidas de restrição.

"Tem que cobrar dos governantes, não é de mim não", declarou.

Restrições no Rio

A fala de Ludmilla vem um dia após o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), decretar novas restrições para a cidade.

Em decreto publicado no Diário Oficial, fica proibida a permanência (mas não a circulação) em ruas e espaços públicos no horário entre 23h e 5h. As restrições passam a valer a partir de amanhã e têm validade de uma semana. Depois disso, elas serão reavaliadas.

Paes afirmou em entrevista realizada na manhã de ontem que a medida visa "evitar o genocídio de 2020" e um possível lockdown dos serviços.

"Não queremos decretar medidas sem razões de ser. Não é o prefeito quem tem que achar a medida 'x' ou 'y' adequadas. São os cientistas e as evidências científicas que nos pautam. Objetivo é evitar o genocídio que se viu no ano passado, quando chegamos a ter o dobro do número de mortes de São Paulo. Se conseguirmos estancar o processo de contaminação, evitamos mortes", afirmou.

Nesse período, bares e restaurantes só poderão funcionar entre 6h e 17h, com 40% de ocupação. O mesmo vale para as praças de alimentação de shoppings centers. Quiosques e boates estão proibidos de funcionar. As feiras culturais estão proibidas, mas as feiras livres poderão seguir sendo realizadas.