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Morre Bunny Wailer, último membro vivo do Bob Marley & The Wailers, aos 73

04.11.2019 - Bunny Wailer em visita à rádio SiriusXM, em Nova York (EUA) - Roy Rochlin/Getty Images
04.11.2019 - Bunny Wailer em visita à rádio SiriusXM, em Nova York (EUA) Imagem: Roy Rochlin/Getty Images

De Splash, em São Paulo

02/03/2021 13h57

Bunny Wailer, um ícone do reggae e o último integrante vivo da formação original do Bob Marley & The Wailers, morreu hoje aos 73 anos.

O jornal Jamaica Observer não trouxe a causa da morte, mas o site Stereogum lembrou que Wailer estava no hospital, se recuperando do seu segundo derrame, desde o ano passado.

Nascido Neville O'Riley Livingston, em Kingston, capital da Jamaica, o músico ganhou de Bob Marley o apelido de Bunny Wailer. Os dois se tornaram irmãos postiços na infância, quando os seus pais se casaram.

Nos anos 1960, Bunny e Marley começaram a gravar junto com o amigo Peter Tosh, produzindo singles clássicos como "Simmer Down". Bunny tocava percussão e cantava junto com o irmão nas canções.

Após um hiato onde Marley se mudou para os EUA e Bunny cumpriu 14 meses de prisão por posse de maconha, o Bob Marley & The Wailers se reuniu e disparou para o sucesso internacional nos anos 1970.

Ele permaneceu na banda até 1973, ano do lançamento do clássico álbum "Catch a Fire", que inclui o hit "Stir it Up". Depois, se dedicou à carreira solo, onde explorou também outros gêneros musicais, como a disco music (em "Hook, Line & Sinker", de 1982).

Bunny venceu três Grammys de melhor álbum de reggae nos anos 1990: primeiro, por uma coletânea de tributos a Bob Marley, batizada de "Time Will Tell", em 1991; depois, por "Crucial! Roots Classics", em 1995; e, por fim, por "Hall of Fame", outro tributo a Marley, em 1997.

O seu último lançamento foi o disco "Dub Fi Dub", de 2018. Bunny era casado com Jean Watt, também conhecida como Sister Jean, há mais de 50 anos -- ela, no entanto, está desaparecida desde maio do ano passado.