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Belo gravava quadro para programa de Rodrigo Faro quando foi preso no Rio

Belo chegando na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio de Janeiro - AgNews / AgNews
Belo chegando na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio de Janeiro Imagem: AgNews / AgNews

Colaboração para o Splash, em São Paulo

17/02/2021 17h11Atualizada em 17/02/2021 19h55

O cantor Belo, que foi preso hoje após um evento não autorizado no Rio de Janeiro, estava gravando um quadro no programa "Hora do Faro" (RecordTV) no momento da prisão, de acordo com informações apuradas pelo UOL. Não se sabe, no entanto, qual era a participação do cantor no programa apresentado por Rodrigo Faro.

Belo foi preso pela Dcod (Delegacia de Combate às Drogas), da Polícia Civil do Rio de Janeiro hoje. O cantor é investigado pela realização de um show no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio na última sexta (12). O evento não foi autorizado pela Secretaria Municipal de Saúde e nem pela Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Por isso, a polícia também investiga uma suposta invasão ao local.

A ação prendeu preventivamente outras três pessoas além de Belo: Célio Caetano e Henrique Marques, sócios da produtora Série Gold, responsável pela organização do evento; e Jorge Luiz Moura Barbosa, o Alvarenga, apontado como chefe do tráfico no Parque União.

A mulher do cantor, Gracyanne Barbosa, se manifestou sobre a ação policial pelas suas redes sociais. A influenciadora afirmou que Belo tem seguido todas as normas da pandemia e lembrou que sua família precisa do dinheiro proveniente do trabalho dele.

Festas clandestinas marcaram o Carnaval do Rio de Janeiro. Ontem, dia que o estado registrou o maior número de casos de covid-19 desde o início da pandemia — 8.385 —, a capital fluminense teve mais uma noite de aglomerações, ruas cheias, festas lotadas e desrespeito às normas sanitárias da cidade. Endereços bem conhecidos dos cariocas voltaram a ser palco de irregularidades.

De acordo com a a Prefeitura do Rio de Janeiro, no momento atual, as atividades de entretenimento em ambientes abertos só podem funcionar se forem cumpridas as medidas protetivas permanentes, como o uso da máscara, manter pelo menos 2 metros de distância de outras pessoas para não gerar aglomeração e também a limitação de público em 3/4 da capacidade interna do estabelecimento.

Belo se pronuncia

A assessoria de imprensa do cantor utilizou as redes sociais na noite de hoje para falar sobre a situação do artista. Em nota, a família e a equipe do cantor afirmaram estar "surpresos e consternados" com o mandado de prisão preventiva realizado hoje pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

De acordo com a nota, "o show foi legalmente contratado pela produtora Série Gold, conforme comprovam notas fiscais e outros documentos já entregues às autoridades."

"O espanto se dá em razão da prisão ter ocorrido mesmo após parecer contrário do Ministério Público (MP) e também da falta de isonomia quando se trata de apresentações artísticas durante a pandemia da Covid-19, pela qual Belo teve a saúde acometida há três meses e a agenda cancelada integralmente há um ano."

O comunicado ainda afirma que Belo pede desculpas por ter se apresentado em uma "aglomeração" e que ele retomou há pouco tempo para os palcos. "com compromissos ainda insuficientes para reverter o prejuízo dos meses em que esteve impedido de trabalhar, enquanto indústria, comércio e outras atividades de lazer — inclusive as casas de show — voltaram a funcionar, ainda que com restrições."

A assessoria ainda cita que o evento que Belo participou "nõ foi o primeiro e nem será o último em que aglomerações fugiram do controle dos organizadores" e critica a postura das autoridades da atenção "mais expressiva" dada ao caso de Belo.

"Completa o estado de choque do cantor o fato de que o evento de sábado não foi o primeiro e nem será o último em que aglomerações fugiram do controle dos organizadores. No entanto, chamou atenção das autoridades, de maneira mais expressiva, justamente um episódio na Maré, uma das maiores favelas cariocas, onde eventos culturais já são comumente reprimidos pela ideia de que os moradores de comunidades não merecem vivenciar a arte da mesma maneira do que aqueles que residem em áreas mais ricas da cidade."

"Ecoando o questionamento feito ao longo do dia nas redes sociais, a equipe de Belo também se pergunta se a situação seria a mesma caso o show ocorresse em bairros da Zona Sul e com artistas de gêneros musicais menos negligenciados do que o pagode. Um exemplo dessa distinção é o fato de não haver registro de prisões na interdição de um baile de carnaval."

'De acordo com a Lei'

Belo - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Em publicação, assessoria afirma que evento era legalizado
Imagem: Reprodução/Instagram

A assessoria de imprensa do cantor reafirmou em outra publicação que o show realizado na última sexta (12) aconteceu com toda a documentação "de acordo com a lei" e que as autoridades não teriam dado a chance da equipe apresentar as provas antes da prisão preventiva. A publicação foi deletada logo em seguida.

"Para esclarecimento dos últimos acontecimentos divulgados na imprensa, deixamos claro que o artista foi contratado para show referido, com toda documentação de acordo com a lei ; tendo contrato, nota fiscal e garantia de todos os protocolos de segurança pela empresa que o contratou. Estamos documentados e com todos os respaldos pertinentes a esse evento", dizia comunicado.

"Infelizmente, o Brasil é um país onde a justiça funciona somente para alguns. Sequer deram o direto da nossa parte apresentar algum documento que justificasse o trabalho, pediram a prisão preventiva direto.
Agradecemos a todos, o carinho que estamos recebendo nesse momento difícil."