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Kaysar comemora Emmy de novela: 'Importante dar voz aos refugiados'

Kaysar Dadour é Fauze em "Órfãos da Terra"
Kaysar Dadour é Fauze em "Órfãos da Terra"
Paulo Belote/Globo

Mari Monts

De Splash, em São Paulo

25/11/2020 12h00

Kaysar deu vida ao Fauze, o vilão que virou mocinho em "Órfãos da Terra". A trama, que retrata a vida dos refugiados, acabou de ganhar o Emmy Internacional de melhor novela.

O ator sírio, que se tornou cidadão brasileiro e viveu essa luta na pele, conversou com Splash sobre a importância do prêmio.

Está sendo maravilhoso. Foi uma história contada através de uma realidade difícil que muitos vivem na Síria, país que está em guerra. Muitas pessoas precisam sair de lá, por uma questão de sobrevivência. Eu vi isso, então significa muito para mim esse tema.

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Kaysar Dadour está no Brasil desde 2014, participou do BBB18 e conquistou o público com seu carisma. Com tanta popularidade em terras tupiniquins, o sírio foi convidado para atuar em "Órfãos da Terra".

A primeira experiência dele numa novela foi um desafio:

Tive muito apoio de toda a equipe. Mas interpretar Fauze foi um grande desafio porque o personagem era um vilão de cara fechada. Muito diferente de mim. Estudei muito, tive muita preparação.

Ele disse que para construir o personagem com uma personalidade tão diferente da dele, precisou resgatar suas memórias de um país em guerra:

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Eu pensava: 'Como que os capangas sequestram pessoas para vender?'. Então imaginava as coisas que aconteciam na Síria. Foi uma mistura de memória de tudo que eu via e ouvia falar dos meus amigos.

A trama mexeu com o ator, mas um cenário em específico o deixou até com dor de cabeça: o campo de refugiados:

"Foi complicado para mim porque eles criaram um campo de verdade, foi muito pesado, real. Mexeu muito com a minha memória, mas no fim deu tudo certo".

O ator falou um pouco mais sobre o cenário em seu Instagram: "15 mil metros quadrados".

Deu mais que certo, o prêmio tá aí para mostrar que a obra do diretor André Câmara e o elenco, que contou também com Alice Wegmann, Renato Góes e Julia Dalavia, foi aclamadíssima pelo público.

A escolha da Globo pelo tema, aliás, emociona Kaysar:

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Muito importante dar voz aos refugiados, o assunto é muito sério. Até hoje tem milhares de pessoas fugindo de seus países para sobreviver. É viver ou morrer.

Espero também que as pessoas tenham mais empatia com um refugiado, elas precisam entender o por que dele estar naquela situação. Ele foi obrigado a sair do país dele, não foi escolha.

Feliz com o prêmio e projetando novos passos na carreira, Kaysar conta que está gravando um filme e estudando para se aperfeiçoar ainda mais. Ele diz que atuar foi um sonho realizado no Brasil.

Naturalizado brasileiro desde 2019, ele diz que está 100% honrado e orgulhoso.

O Brasil me acolheu, também minha família e muitos refugiados. Eu só tenho que agradecer ao povo brasileiro por tudo. Vou honrar minha cidadania brasileiro pelo resto da minha vida.

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