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O que acontece com a comida dos reality shows após as gravações?

Paola Carosella no Masterchef
Paola Carosella no Masterchef
Reprodução/Band

Felipe de Souza

Colaboração para Splash, em Campinas (SP)

19/10/2020 04h00

O relógio é implacável... "Três, dois, um!" grita o apresentador, sempre desesperado achando que alguém não vai entregar o prato. Correria, tensão. É um reality show de gastronomia! Mas há outras coisas que acontecem quando o diretor grita "corta!" (não que ele grite de verdade, mas é algo do tipo).

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Splash foi atrás para saber o que acontece depois que as gravações terminam em dois realities gastronômicos de maior repercussão nas redes sociais. O que acontece com a comida? Será que tudo é jogado fora? Será que todos comem? É o que vamos descobrir.

Valendo!

O "MasterChef", da Band, tem um mercado, e os alimentos não utilizados são doados para ONGs. Os pratos finalizados pelos candidatos são experimentados apenas pelos jurados. Os participantes não podem dar muitos detalhes por causa de contrato, mas Splash conseguiu descobrir algumas coisinhas...

A chef Dayse Paparoto, que venceu a primeira edição do "MasterChef Profissionais", em 2016, disse que tudo que acontece na cozinha é real.

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A gente gravava quase 12 horas por dia. Só experimentamos nossos pratos se a gente comesse ali, enquanto estava cozinhando.

Dayse Paparoto

A participante conta que não tinha contato com ninguém. "Chegávamos com a roupa do corpo e íamos direto para a gravação. Não conversava com ninguém da produção. O celular era 'confiscado' e só devolvido no final. Os jurados entravam por uma porta, e nós por outra", lembra.

A reportagem apurou que os jurados decidem o que fazer: se quiserem comer tudo, estão liberados. Se não quiserem nem provar, podem também. Mas, toda comida pronta que sobra é descartada após a gravação. Isso já acontecia antes, mas os cuidados foram redobrados por causa da pandemia.

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No Bake Off Brasil, do SBT, as estrelas são os bolos. É cada um que dá uma vontade... (ou não, vai saber?).

Ao todo, são 120 pessoas envolvidas na produção, em mais de 10 horas de gravação. Ou seja, a fome bate. O diretor Marcelo Kestenbaum diz que, antes, até era possível dar uma beliscada nos bolos, e que "sempre tinha" um ou outro que não dava para comer de jeito nenhum.

Mas as coisas mudaram este ano. "Geralmente a parte que não é consumida pelos jurados é distribuída para outras pessoas da produção, mas, como adotamos alguns protocolos de segurança devido ao coronavírus, para evitarmos riscos de transmissão, infelizmente descartamos", disse a Splash.

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No "Top Chef Brasil", da Record, a rotina também é pesada. A segunda temporada terminou no mês passado, com cerca de 250 pessoas trabalhando mais de 8 horas por dia.

Apesar da grande quantidade de gente e de comida envolvida, a produção (tirando os jurados Felipe Bronze, Emmanuel Bassoleil e Ailin Aleixo, claro) não teve a oportunidade de experimentar nenhum prato, segundo a emissora. Tudo era descartado após as gravações.