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Kylie Minogue volta à discoteca em novo álbum e relembra show no Brasil

Kylie Minogue no clipe de 'Magic'
Kylie Minogue no clipe de 'Magic'
Reprodução/YouTube

Daniel Palomares

De Splash, em São Paulo

16/10/2020 04h00

Quando desembarcou no Brasil, em março deste ano, Kylie Minogue com certeza não imaginava que seria seu último show em muito tempo. Passados sete meses desde o início da pandemia, a diva está prestes a lançar seu 15º álbum (gravado em casa!) e conversou com Splash sobre seu novo momento.

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Nas semanas antes da viagem, ficava checando todos os dias: 'Nós ainda vamos?'. Fomos e voltamos em segurança. Não fazia ideia de que seria o último show que eu faria. Não para sempre, claro! Mas foi incrível. Eu literalmente ainda consigo ouvir o barulho da multidão. Recebi muito amor do Brasil!

KULEIR - Iwi Onodera/UOL - Iwi Onodera/UOL
Kylie Minogue se apresenta no GRLS!, em São Paulo
Imagem: Iwi Onodera/UOL

Volta ao passado

Em seu novo trabalho, "Disco", com lançamento marcado para novembro, Kylie revisita todo o glamour e o brilho dos tempos da discoteca, na década de 1970. A ideia surgiu muito antes da quarentena, mas ela diz que espera que o disco sirva como um alento para os fãs nesta fase difícil.

Infelizmente, gostaria que fosse de outra forma. Mas isso nos une. Estamos enfrentando tudo isso juntos. Teve um momento em que me perguntei: será que é certo lançar um álbum agora? Acho que a mensagem é que nós precisamos de um lugar para escapar e sonhar. E eu espero que esse álbum se torne isso.

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Invasão disco

Além de Kylie, nos últimos meses, vários outros artistas lançaram músicas inspiradas no estilo dos anos 1970: Dua Lipa, Doja Cat, Miley Cyrus, The Weeknd. E a cantora afirma que apresentar um gênero clássico a uma nova geração é poderoso.

É interessante para os mais jovens explorar a era disco, porque eles estão muito longe dela, mais até do que eu. As imagens e as músicas eram tão fortes naquele tempo. Tratava-se de libertação, inclusão, escapismo. Todas essas coisas fantásticas e que vêm de um lugar de necessidade.

Apesar da paixão declarada pelas discotecas, percebida até em antigos trabalhos seus, Kylie defende que o momento pode ser passageiro no pop, mas fica feliz com a boa recepção do público às suas duas faixas já lançadas, "Say Something" e "Magic", e também aos hits de outros artistas.

Tudo é cíclico na música pop. Talvez 2021 traga o movimento antidisco! Mas é interessante que meu álbum e os de outros artistas, gravados antes da pandemia, ainda consigam ressoar com o público. Algumas das melhores faixas disco vêm de um lugar obscuro. Pela adversidade, criaram essa coisa linda.

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Antigo amor pelo Brasil

Quando esteve em São Paulo neste ano, não era a primeira vez de Kylie por aqui. A cantora já realizou outros shows no país e até gravou um clipe no Rio de Janeiro, em 1990, para a faixa "Celebration". Ela se recorda com muito carinho da viagem.

Foi muito exótico para mim. A viagem de uma vida! Levei uma amiga comigo, então podia passear com ela enquanto trabalhava. Depois, visitei o país mais algumas vezes para gravar filmes, participar de convenções, shows. É impossível não amar a paixão dos brasileiros, o ritmo e a exuberância.

Estrela inesperada

Parece estranho pensar que um dos nomes mais emblemáticos da música pop nas últimas décadas não imaginava chegar aonde chegou. Mas é a verdade! Kylie revela que adorava imitar outros artistas na infância, mas nunca pensou em se tornar um ícone.

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Quando tinha uns 10 anos, imaginava que o nosso vizinho era um produtor musical e que iria me ouvir cantando. Fingia ser parte do Abba ou imitava a Olivia Newton-John! Quando era adolescente, gravei meu primeiro álbum. Estar aqui, mais de 30 anos depois, é algo que nunca imaginaria.

A trajetória já tão longeva desperta novos desafios. Como acompanhar as paradas de sucesso? Como soar tão atraente ao público quanto alguém muito mais jovem? Nada preocupa Kylie e seu império.

Tenho que admitir que é um pouco confuso para mim. Não consigo entender mais as paradas de sucesso, existem tantas plataformas... Só entro no estúdio, gravo as músicas e me conecto com as pessoas. Tem muita competição, mas sempre teve. Se você ama essa indústria, você aprende a amar isso também.

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Era melhor antes?

Com um disco na pegada retrô, fica o questionamento: a música de antes era melhor do que a de agora? Kylie não sabe a resposta, mas aposta nas influências do passado para construir trabalhos mais empolgantes.

Talvez seja mais fácil dizer que era melhor antes, porque tenho mais lembranças. Mas músicas novas também são muito empolgantes. Não sei se conseguimos achar um exemplo de uma música atual que não tenha ligação com algo do passado. Sempre haverá.

Para quem quiser embarcar na discoteca de Kylie Minogue, seu novo álbum, "Disco", estará disponível em todas as plataformas no dia 6 de novembro. Mesmo com boa parte das pessoas ainda em casa pela pandemia, ela espera agitar os fãs de uma maneira diferente.

Não conseguimos ir para a discoteca, mas você pode ter uma discoteca na cozinha ou no seu quarto!

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