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Música sobre 'ereção de 24 horas' vai te revoltar em nova série de Epstein

Arte da série documental "Sobrevivendo a Jeffrey Epstein", do Lifetime
Arte da série documental "Sobrevivendo a Jeffrey Epstein", do Lifetime
divulgação/Lifetime

Ana Carolina Silva

De Splash, em São Paulo

15/10/2020 04h00

A série documental "Surviving Jeffrey Epstein" (Sobrevivendo a Jeffrey Epstein), produzida pelo canal Lifetime, vai revoltar o público entre os dias 15 e 18 de outubro, quando os quatro episódios serão exibidos no Brasil. Splash assistiu ao primeiro antes do lançamento.

O bilionário foi condenado por estupro e tráfico sexual de menores. E, embora a história já tenha sido contada pela série "Jeffrey Epstein: Poder e Perversão" (Netflix), um novo ingrediente nos chocou: a música escrita pelo jornalista Christopher Mason para o aniversário de 40 anos de Epstein.

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Ele parece mais velho, mas o sorriso deixa claro
Quanto mais velho, mais jovem ele fica
Ghislaine o mima com seu afeto
E diz que ele tem ereções de 24 horas
(...)
Ele dava aulas na Dalton
E o menino safadinho fica corado
Ao pensar nas meninas da escola e seus crushes

epstein - Rick Friedman/Corbis via Getty Images - Rick Friedman/Corbis via Getty Images
O bilionário Jeffrey Epstein era citado como um "crush" de suas alunas mais novas
Imagem: Rick Friedman/Corbis via Getty Images

Mason é bom no humor e, por isso, pediram a ele que escrevesse essa letra e citasse a "ereção de 24 horas".

O problema é que a série deixa claro que a festa estava cheia de pessoas poderosas, ricas e influentes que não viram nada de errado na menção às alunas jovens nas quais Epstein pensava muito.

Eu estava muito relutante com a ideia de falar sobre a música. Parte do meu problema com ela é que eu pensava que estava tirando sarro de Epstein, era uma música alegre. Sabendo o que sabemos sobre ele agora, foi muito nojento revisitar essa história.

- Christopher Mason em entrevista ao Splash

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Epstein foi se tornando cada vez mais querido pela elite dos Estados Unidos e era amigo até de Donald Trump, o atual presidente norte-americano.

A gente esperaria que esse tipo de comportamento [os crimes pelos quais ele foi condenado] fizesse dele um pária social. Mas até essa história ser contada, ele ainda era uma figura gigantesca na elite social e política. E tinha essa postura na cara de todo mundo.

- Robert Friedman, produtor-executivo

trump, melania, epstein e ghislaine - Davidoff Studios/Getty Images - Davidoff Studios/Getty Images
Donald Trump, Melania, Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell
Imagem: Davidoff Studios/Getty Images

A música de Christopher Mason era um presente de Ghislaine Maxwell para Epstein.

Essa é a socialite que, segundo a polícia, aliciava as garotas para Jeffrey. Existe uma diferença entre a nova série do Lifetime e os outros documentários já lançados sobre o caso: a história da prisão dela.

Odeio usar essa palavra, mas nós tivemos muita sorte de ainda estar gravando quando ela foi presa.

- Robert Friedman

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epstein e ghislaine - Patrick McMullan via Getty Image - Patrick McMullan via Getty Image
Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell em foto de 2005
Imagem: Patrick McMullan via Getty Image

As vítimas tiveram muitas crises nas gravações —uma delas disse que o trauma é uma sentença eterna—, mas o fato de que duas mulheres (Anne Sundberg e Ricki Stern) dirigiram a série ajudou muito.

Desde o lançamento nos EUA, o telefone de denúncias de abuso sexual recebeu 34% mais ligações.

O trauma é parte da minha vida adulta [Epstein cometeu suicídio antes de ficar frente a frente com as vítimas no tribunal]. Todas as pessoas do projeto nos ajudaram muito. É importante que meninas e mulheres saibam seu valor e não tenham medo de dizer 'não'.

- Marijke Chartouni, vítima de Epstein

epstein - Rick Friedman/Corbis via Getty Images - Rick Friedman/Corbis via Getty Images
Jeffrey Epstein em 2004
Imagem: Rick Friedman/Corbis via Getty Images