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É difícil admitir, mas Clarke deveria (e merece) morrer no fim de 'The 100'

Clarke Griffin em "The 100"
Clarke Griffin em "The 100"
reprodução/CW

Ana Carolina Silva

De Splash, em São Paulo

30/09/2020 04h00

"The 100" chega ao fim hoje nos Estados Unidos, onde é produzida e exibida pelo canal CW (no Brasil, passa no Warner Channel). Neste texto, não há spoilers sobre o que vai acontecer no capítulo final, mas vamos te presentear com uma verdade inconveniente sobre a série:

Clarke Griffin precisa morrer.

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Você pode até achar que a gente pirou, mas a questão é que a personagem interpretada por Eliza Taylor precisa morrer para se libertar da vida de desgraças que passou a enfrentar desde que chegou à Terra. Mais do que isso: ela merece encontrar a paz e Splash vai provar.

O produtor Jason Rothenberg parece odiar muito a personagem que criou, e ele sempre deixou claro que essa não é uma série sobre finais felizes:

'The 100' é sobre as coisas sombrias que a humanidade precisa fazer para sobreviver. Quem você está disposto a proteger e quem está disposto a sacrificar

Spoiler - Roxo
Imagem: Arte UOL
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A partir daqui, esse texto vai ter spoilers de coisas que aconteceram ao longo das sete temporadas anteriores. Fique atento!

Para começar, o pai dela, Jake (vivido por Chris Browning), já tinha morrido logo no comecinho da série.

Na segunda temporada, Clarke foi obrigada a sacrificar o namorado Finn (Thomas McDonell) para que ele não sofresse uma punição ainda mais cruel nas mãos dos "grounders".

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Mas tudo bem, a Clarke se abriu de novo para o amor com Lexa (Alycia Debnam-Carey) e estava disposta a interromper uma guerra (literalmente) para ficar com ela. O problema é que a Lexa também morreu na terceira temporada, né?

E doeu, hein? Doeu para a Clarke e para muita gente do mundo real.

Ah, você acha que parou por aí? O "banho de sangue" em volta dela foi além. A mãe, Abby (Paige Turco), deu adeus à vida na sexta temporada com a morte de sua consciência.

E quem era fã de Bellamy (Bob Morley) sofreu uma perda brutal na sétima temporada junto com Clarke. Ela já tinha sacrificado Finn e agora precisou fazer o mesmo com o melhor amigo.

Não é fácil ser essa mulher.

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Diz aí se não é muita desgraça para uma personagem só?

Se Clarke morresse, poderia se reencontrar com Lexa e os outros entes queridos que perdeu (pelo menos na nossa imaginação).

Sim, porque no último episódio é bem possível que Clarke precise sacrificar a filha adotiva Madi (Lola Flanery), que está paralisada... a não ser que haja uma viagem no tempo para reverter isso —mas, nesse caso, por que não poderiam fazer isso com os outros personagens citados? Parece improvável.

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Com todo esse histórico de desgraceira, fica claro que Clarke só terá paz quando parar de carregar tanto peso sobre seus ombros; os fantasmas já assombram a heroína há muito tempo, e chegou a hora de ter um merecido descanso ao lado dos amores de sua vida.