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Didi Wagner lembra sufoco em avião e revela um lugar que tem medo

Didi Wagner
Didi Wagner
Reprodução/Instagram

Felipe Pinheiro

De Splash, em São Paulo

21/09/2020 04h00

Didi Wagner realizou um desvio de rota em sua carreira quando trocou a MTV pelo Multishow. A mudança foi radical e, de certa forma, acidental. Os cenários dos videoclipes passaram a dar lugar ao das viagens ao redor mundo. Hoje vai ao ar o último episódio da nova temporada do "Lugar Incomum".

O que você sempre quis perguntar a Didi Wagner:

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Muita coisa mudou, mas migas são para sempre!

A apresentadora queria se mudar para Nova York, mas isso não atrapalhou os planos que o canal por assinatura tinha para ela. E vice-versa. Era o início de uma relação que de 14 anos.

Didi Wagner no Chile com a equipe de "Lugar Incomum"

Desenvolvemos juntos a ideia de um programa que seria feito em Nova York, e depois de um tempo, ele se tornou itinerante

Didi morou nos Estados Unidos por cinco anos e, em 2011, voltou a viver em São Paulo: ao retornar ao país, a família estava maior. Ela e o marido, Fred, têm três meninas: Laura (16), Luisa (14) e Julia (11).

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Com eles, a apresentadora desfrutou de algumas viagens inesquecíveis, como para Nova Zelândia e Israel. Nem todo mundo sabe, mas Didi é judia e possui uma forte conexão com esta parte de sua história

Meus avós são da Romênia. Eles não chegaram a ser mandados para campo de concentração, pois conseguiram fugir e sobreviver à perseguição. Minha relação com Israel é muito forte. Enxergo vários problemas, como a causa Palestina, que deve ser endereçada, mas é também um país incrível. É uma ilha de democracia no Oriente Médio. São muitas falhas, mas também qualidades.

As gravações para o "Lugar Incomum", que agora exibe episódios inéditos no Chile, costumam durar de 15 a 20 dias. Didi considera que o sentimento de saudade de casa, quando está viajando, ganhou novas nuances no decorrer dos últimos anos.

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Hoje em dia não sei quem sente mais saudade. Essa balança já está um pouco diferente de quando elas eram menores. Tenho saudade de estar com elas e dar umas broncas de vez em quando. Mais do que tudo, de poder acompanhar o dia a dia, dar suporte. É a saudade com o senso de responsabilidade

Didi e as filhas: "Somos todos dualipers"

Viagem a trabalho e viagem de lazer

Estas são formas completamente diferentes de conhecer o mundo. E Didi afirma conseguir separar muito bem as duas. O que não muda em nenhuma das situações é ter de lidar com o aeroporto, né, Didi?

O aeroporto não traz para a gente memórias tão aprazíveis assim, né? É simplesmente um lugar de passagem para você chegar aonde quer ir. Não amo, mas é o 'mal necessário'

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Aliás, foi em uma viagem pessoal que Didi enfrentou um dos maiores perrengues de sua vida. Era dezembro, inverno no hemisfério norte, e a previsão do tempo indicava a maior nevasca da última década em Nova York.

Decola ou não decola?

Didi e a família ficaram SEIS horas dentro do avião enquanto era realizado o degelo das asas da aeronave.

A cena com todos os passageiros saindo do avião no meio da nevasca foi surreal. A Julia era bebê e acabaram as fraldas. Saímos pelo aeroporto pedindo fralda emprestada porque as lojas estavam fechadas. Em vez de chegarmos às 9h da manhã chegamos às 21h no Brasil

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Dá para acreditar?

Didi é libriana, curiosa, adora conhecer novos lugares e fala inglês muito bem. Isso todo mundo sabe. Só que mesmo ela, com seu jeitinho todo atrapalhado, às vezes se pega sendo excessivamente crítica consigo mesma.

O meu lugar incomum...

Mesmo incorporando esse meu jeito mais estabanado, eu às vezes sou um pouco dura demais comigo mesma. O meu lugar incomum é quando eu simplesmente consigo ser sem ficar com essa chavinha ligada se o que fiz foi certo ou errado.

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Um lugar que sente medo?

Sendo mulher, eu diria que tenho medo de andar sozinha em uma rua deserta no escuro. Homens, apenas melhorem!