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'Mrs. America' e Cate Blanchett na luta contra o movimento feminista

Divulgação

Francisco Russo

Colaboração para Splash

18/09/2020 04h00

Cate Blanchett está de volta! E de um jeito diferente. A atriz vencedora de dois Oscar, por "O Aviador" (2004) e "Blue Jasmine" (2014), está de volta à TV em uma personagem que nada tem a ver com suas crenças pessoais sobre a posição da mulher na sociedade.

Por quê? Justamente para reafirmá-las.

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Com 10 indicações ao Emmy, 'Mrs. America' mergulha no passado para resgatar questões tão pontuais quanto atuais, seja no âmbito social ou político. Situada nos anos 1970, o foco é detalhar a luta pela emenda da igualdade de gênero.

Para surpresa geral, cabe a Cate Blanchett interpretar a líder conservadora, Phyllis Schlafly, que defende com unhas e dentes o direito da mulher em permanecer submissa ao marido nos trabalhos de casa.

Minha mãe me perguntou como podia interpretar alguém assim, respondi que era por causa desta pergunta. Queria descobrir quem ela é, em entrevista ao The New York Times.

Cate Blanchett em Mrs. America - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação
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Se Blanchett entrega mais uma grande atuação, pelo magnetismo ao apresentar nuances controversas entre público e privado, seus atos muitas vezes surpreendem não só pelo que é dito, mas pela forma que o discurso lhe serve, politicamente falando.

Não é por acaso.

"Mrs. America" aborda como temas apaixonados e apaixonantes são manipulados em prol de algum interesse político, seja pessoal ou de âmbito maior. Ora, nada mais contemporâneo que os atuais Estados Unidos (e Brasil), tão divididos quanto aguerridos.

Para compor tamanho embate, 'Mrs. America' recorre a um invejável elenco feminino: Sarah Paulson, Rose Byrne, Uzo Aduba, Margo Martindale, Tracey Ullman, Elizabeth Banks e, claro, Cate Blanchett. Cada uma tem direito a um episódio dedicado, que pontua sua trajetória de vida em meio ao cenário histórico de momento, até os preparativos para o governo Ronald Reagan, já no início da década seguinte.

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Sobre mulheres e feito por mulheres, inclusive nos postos de criação e direção.

'Mrs. America' tem o grande mérito de debater questões tão importantes como o direito ao próprio corpo e representatividade, em suas muitas minúcias, ao mesmo tempo em que escancara a política mesmo quando não é feita visando algum proveito futuro. Todo ato é também político e traz consequências, pro bem e pro mal.

E quando estreia aqui no Brasil, Splash?

No Brasil, 'Mrs. America' estreia amanhã (19) no canal Fox Premium. Uma boa oportunidade não só de conhecer fatos históricos sobre a eterna luta pela igualdade mas, também, de entender melhor a balança política que, de tempos em tempos, pende para lados distintos.

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