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Vera Fischer: de diva da TV a rainha do Twitter com suas dicas de cinema

Vera Fischer: reinvenção nas redes sociais
Vera Fischer: reinvenção nas redes sociais
Reprodução/Instagram

Daniel Palomares

De Splash, em São Paulo

08/09/2020 09h36

Depois de mais de 40 anos de carreira na TV, no cinema e no teatro, Vera Fischer se viu bombando de uma maneira bem diferente. A atriz virou queridinha do Twitter com o #VeraFischerIndica, trazendo sugestões de filmes e séries para os seguidores e acabou sendo descoberta por um público muito mais jovem.

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É impressionante o número de fã-clubes jovens que ganhei nesse último ano! Pessoas de 16, 17 anos. Fico muito comovida. São pessoas que nasceram ontem, não viram meus trabalhos na TV e no cinema. É impressionante como eles pesquisam e descobrem novelas, filmes.

Vera Fischer nem tinha celular

Acredite se quiser: antes de virar uma verdadeira influenciadora de sucesso nas redes, Vera nem ao menos tinha celular! Seu primeiro aparelho foi adquirido no início deste ano, mas a paixão pelo cinema já é antiga. A atriz tem uma enorme videoteca em casa com centenas de títulos em VHS e DVD.

É sem pretensão! Não sou catedrática nesse assunto. Comecei a falar e as pessoas foram adorando minhas interpretações. Como não sou estudada, falo de uma forma mais simples, que bate direto no coração das pessoas. Estou adorando interagir com esse durante a pandemia.

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Vera tem um gosto bastante eclético. No cinema, diz adorar filmes "de deserto" como "Lawrence da Arábia" (1962) ou "Jardim de Alá" (1936).Também é fã de nomes como Quentin Tarantino e Bernardo Bertolucci.

Sou amarradona! Amo tudo que eles fizeram!

Quando se trata de séries, ela tem suas favoritas de sempre:

Também conferiu "The Walking Dead", mas preferia que tivesse sido encerrada na terceira temporada.

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Adoro essas frescuras também, como 'Revenge' ou 'Desperate Housewives'

Antes da pandemia, Vera se preparava para estrear uma peça, "Quando Eu For Mãe, Quero Amar Desse Jeito", com texto de Eduardo Bakr e direção de Tadeu Aguiar, e gravar um longa, "Quase Alguém", de Daniel Ghivelder. Todos os planos foram adiados e nesse meio tempo, em junho, ela foi dispensada da Globo após 43 anos na emissora. Mas nada disso a assusta.

É muito desafiador. Está pegando minha mente, meu espírito, meu corpo. Tenho que me mexer. Tenho que correr atrás. É o momento de criar. Estou muito feroz, louca para as coisas fluírem. Sou uma pessoa extremamente otimista, corajosa e forte. Poderia ter caído numa depressão nessa pandemia.

A atriz diz viver sua melhor fase, mas guarda com carinho os anos dedicados às novelas e não descarta um retorno à TV.

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Fiz na Globo personagens icônicos. Tenho vontade de fazer novela novamente. Mas, ao mesmo tempo, nunca me aventurei por outras experiências. Por que não fazer uma novela bíblica? Ou então uma minissérie no YouTube? Estou superaberta. Sou atriz. Preciso continuar trabalhando.

Vera acredita que o modelo de negócios na Globo se transformou e o contrato por obra faz mais sentido, o que explicaria a sua saída e de outros veteranos da casa.

A filosofia mudou muito. Há o remanejamento de gente jovem. Acho que as coisas foram mudando para o bem da emissora. Não há necessidade de manter pessoas contratadas, ganhando para ficarem paradas.

Enquanto o público não pode voltar para as plateias do teatro ou cinema, Vera aproveita para se aproximar mais dos fãs pelas redes sociais. Em seu Instagram, ela promove leituras de peças teatrais ao vivo e também faz questão de responder cada seguidor no Twitter.

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Tenho uma experiência teatral muito boa. Sempre recebi o público para dar autógrafos e tirar fotos. Essas pessoas todas já me conhecem, já me abraçaram, já me beijaram... Agora, virtualmente, estamos mais próximos. É a Vera que está respondendo ali, ninguém me sopra nada! Isso aproxima demais.