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'Thor 4' é para os fãs de Guns 'N Roses, não para quem gosta da Marvel

"Thor: Amor e Trovão" é a quarta aventura solo do herói na Marvel
Imagem: 'Thor: Amor e Trovão' é a quarta aventura solo do herói na Marvel

De Splash, em São Paulo

06/07/2022 04h00

"Thor: Amor e Trovão" continua a história do Deus do Trovão da Marvel e traz de volta Jane Foster, interpretada por Natalie Portman, que dessa vez também dá vida à Poderosa Thor. No novo longa da Marvel, Thor (Chris Hemsworth) luta contra Gorr (Christian Bale), um poderoso inimigo que tem como objetivo matar todos os deuses.

Thor: Amor e Trovão

Lançamento: 2022 Duração: 1h59min Pais: Estados Unidos Status: Em Cartaz Direção: Taika Waititi

Depois do final dramático de "Vingadores: Ultimato" (2019), finalmente reencontramos Thor. O personagem vivido por Chris Hemsworth está de volta às telonas em "Thor: Amor e Trovão", o quarto filme do herói. Desta vez, a história acompanha o Deus do Trovão na perigosa missão de impedir que o vilão Gorr (Christian Bale).

Já faz um bom tempo que os filmes da Marvel não se sustentam sozinhos e precisam de diversas explicações que foram dadas em outros longas do Universo Cinematográfico da Marvel, o MCU. Em "Thor: Amor e Trovão" a narrativa está longe de se basear nisso.

Diferente do que estamos acostumados nas outras produções do estúdio, tudo o que é preciso saber, o roteiro nos conta. Desde o que aconteceu com Jane Foster no período em que ela não apareceu nos títulos anteriores (também conhecido como: filmes que Natalie Portman não quis participar), até o treino de Thor para voltar à forma física de sempre. Ele inicia o longa gordo, do mesmo jeito que o vimos ao final de "Vingadores: Ultimato".

Com a direção de Taika Waititi, cineasta também responsável por "Thor: Ragnarok" (2017), o filme ganha essa autonomia de não precisar se apoiar nas produções anteriores ou iniciar algo.

Em "Thor: Amor e Trovão" o principal componente é o humor. Ele se mistura com o drama do câncer da Jane Foster e com a triste história de Gorr, mas a comédia é o tom principal deste filme. Mesmo a aventura que esperamos assistir em um filme de super-herói é rebaixada para segundo lugar, não é prioridade.

Waititi, que também é roteirista e ator do longa (ele interpreta o amigo de Thor, Korg), não parece se preocupar com o que um fã da Marvel espera de um filme do estúdio. A impressão é que ele quer agradar outro público, os saudosistas dos anos 1980. Desde a trilha sonora, que toca diversas músicas de Guns 'N Roses, até as cores neons, tudo indica que o título foi feito para os adoradores da década de 1980.

Em entrevista a Splash, Taika Waititi contou que escolheu a banda para embalar a história por ser o seu grupo musical favorito. "Eu tenho o primeiro álbum, foi o primeiro que eu comprei, o 'Appetite for Destruction'. Eu era jovem e era um som que eu nunca tinha ouvido antes". As sequências de ação contam com músicas como "Welcome to the Jungle" como trilha, tornando as cenas quase que videoclipes do Guns N Roses, com cabras que gritam correndo em arco-íris.

A escolha estética e musical, somada ao uso sem limites de piadas e o abandono da necessidade de conectar o roteiro com outras produções da Marvel pode causar revolta nos fãs do estúdio. Sempre muito ortodoxos com seus queridos personagens, a visão da bunda do Thor ou as piadas a todo tempo podem causar estranhamento e até mesmo a revolta dos seguidores do MCU. Já para os fãs de Guns 'N Roses ou para aqueles que apenas querem se divertir, "Thor: Amor e Trovão" é um prato cheio.