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Roberto Sadovski

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Em 2021, mais do que nunca, O Oscar acontece em casa

Roberto Sadovski

Roberto Sadovski é jornalista e crítico de cinema. Por mais de uma década, comandou a revista sobre cinema "SET". Colaborou com a revista inglesa "Empire", além das nacionais "Playboy", "GQ", "Monet", "VIP", "BillBoard", "Lola" e "Contigo". Também dirigiu a redação da revista "Sexy" e escreveu o eBook "Cem Filmes Para Ver e Rever... Sempre".

Colunista do UOL

18/03/2021 19h17

Os indicados ao Oscar 2021 trouxeram poucas surpresas, algumas certezas e a confirmação que o ano que passou, em que os cinemas permaneceram fechados e sem grandes lançamentos por conta da pandemia de Covid-19, foi muito estranho.

Ainda assim, a seleção apontada pela Academia conseguiu traçar um panorama do melhor que o cinema produziu. Mais ainda: trouxe a tão almejada diversidade sem em nenhum momento ela surgir como imposição.

O favoritismo de "Nomadland" foi confirmado, e o trabalho de Chloe Zhao deve ser premiado como melhor filme e direção. "Mank", que disparou com dez indicações, provavelmente se contentará com um punhado de estatuetas técnicas.

oscar nomadland - Disney - Disney
Frances McDormand em 'Nomadland'
Imagem: Disney
Apesar do carinho por Frances McDormand, é provável que Carey Mulligan seja escolhida melhor atriz por "Bela Vingança". "Meu Pai" trouxe o melhor trabalho de Anthony Hopkins desde "Vestígios do Dia", mas Chadwick Boseman será lembrado postumamente por sua performance em "A Voz Suprema do Blues".

Entre os coadjuvantes, Glenn Close mais uma vez deve ficar no banco de reservas, com Olivia Colman à frente por seu trabalho em "Meu Pai". Já Daniel Kaluuya pode separar o lugar para seu Oscar na estante por "Judas e o Messias Negro".

Depois de um ano em que o mercado acelerou o fim da diferença entre cinema e streaming, o Oscar 2021 consolida a força das plataformas com "Makn", "O Som do Silêncio" e "Os 7 de Chicago", todos lançados para assistir em casa. "Judas e o Messias Negro" segue em cartaz nas cidades em que os cinemas podem operar mesmo em capacidade limitada.

"Meu Pai", "Minari", "Nomadland" e "Bela Vingança", por sua vez, têm estreias agendadas para a tela grande, mesmo que surjam em VOD ou streaming mais rápido que o normal. Portanto, não se espante se, ao ver estes filmes, você só tiver de levantar para pegar água na cozinha.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL