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Roberto Sadovski

'Sandman', 'Conan, o Bárbaro': Como a Netflix dominou o futuro da fantasia

Roberto Sadovski

Roberto Sadovski é jornalista e crítico de cinema. Por mais de uma década, comandou a revista sobre cinema "SET". Colaborou com a revista inglesa "Empire", além das nacionais "Playboy", "GQ", "Monet", "VIP", "BillBoard", "Lola" e "Contigo". Também dirigiu a redação da revista "Sexy" e escreveu o eBook "Cem Filmes Para Ver e Rever... Sempre".

Colunista do UOL

02/10/2020 02h22

Nunca foi tão bom ser fã de fantasia, horror e ficção científica como nesse pedaço do século 21. Já não é de hoje que "filmes de gênero" deixaram de ser um prazer escondido restrito à bolha de fãs fervorosos para tomar o mainstream como espinha dorsal que move a indústria do entretenimento. Em 2020, principalmente por motivos de pandemia, todas as principais plataformas de streaming se tornaram vitrine de séries com super-heróis descolados, mundos fantásticos, criaturas mágicas e guerreiros invencíveis

A chegada da Disney+ em 17 de novembro amplia esse leque consideravelmente, trazendo as séries da Marvel e os rabichos de "Star Wars" - eu tenho certeza que você aí do outro lado só estava esperando a estreia da plataforma para assistir a "The Mandalorian"... certo? Além disso, os herdeiros de "Game of Thrones" surgem na HBO na forma do futuro distópico de "Watchmen" e dos horrores de "Lovecraft Country". Sem falar na promessa de um retorno triunfal à Terra Média de "O Senhor dos Anéis" na Amazon. Fato: nunca tantos projetos do gênero foram tirados da gaveta.

netflix gaiman - Reprodução - Reprodução
Neil Gaiman, criador da HQ 'Sandman' e produtor de sua adaptação para a Netflix
Imagem: Reprodução

Mas é a Netflix que leva o caneco pelo investimento pesado em sci-fi e fantasia. Já faz um tempo que a plataforma de streaming mais popular do planeta abraça o gênero fantástico, talvez até com mais capricho do que ressuscitou a comédia romântica e os dramas adolescentes. De "Stranger Things" a "The Umbrella Academy", a Netflix produziu filmes e séries que, se em sempre acertam na qualidade, certamente ganham em volume e em diversidade, oferecendo um cardápio variado de viagens espaciais, monstros abissais e super-heróis surtados.

A cereja no bolo para garantir o pódio no gênero - e a missão de expandir ainda mais personagens antes nichados para uma plateia global - começa a ser produzida em poucas semanas. É "Sandman", provavelmente a maior história em quadrinhos moderna de fantasia, que finalmente ganha versão live action com supervisão de seu criador, Neil Gaiman - que já assina duas séries da Amazon, "American Gods" e "Good Omens". "Sandman", diga-se, é um animal diferente, uma mitologia construída ao longo de quase uma década de gibis que forjaram uma legião de entusiastas.

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'Conan, o Bárbaro', de Robert E. Howard, agora é parte do catálogo Netflix
Imagem: Reprodução

Não contente com finalmente tirar "Sandman" do papel, a plataforma também assegurou os direitos de "Conan, o Bárbaro", provavelmente a maior criação do gênero espada e feitiçaria da história, para produzir uma série com o guerreiro da Era Hiboriana. Imortalizado no cinema por Arnold Schwarzenegger, "Conan" tinha seu desenvolvimento travado na Amazon, mas é na Netflix onde o bárbaro pode finalmente conquistar uma nova geração de fãs. Nunca foi tão bom ser fã de fantasia, horror e ficção científica - e é sobre isso minha coluna em vídeo esta semana no canal do UOL no YouTube.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL