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15 anos depois, '2 Filhos de Francisco' continua pura emoção

Roberto Sadovski

Roberto Sadovski é jornalista e crítico de cinema. Por mais de uma década, comandou a revista sobre cinema "SET". Colaborou com a revista inglesa "Empire", além das nacionais "Playboy", "GQ", "Monet", "VIP", "BillBoard", "Lola" e "Contigo". Também dirigiu a redação da revista "Sexy" e escreveu o eBook "Cem Filmes Para Ver e Rever... Sempre".

Colunista do UOL

20/08/2020 18h07

Lembro bem quando li pela primeira vez sobre a "biografia da dupla Zezé Di Camargo e Luciano" que o diretor Breno Silveira pretendia levar aos cinemas. A música sertaneja passava longe de meu universo e meio que dei de ombros. O título, porém, era intrigante: "2 Filhos de Francisco". Quanto mais eu lia sobre a história da dupla, que espelha outros contos de superação tão populares na cultura pop, mais a curiosidade aguçava.

Percebi que não estava sozinho quando o filme chegou aos cinemas em 19 de agosto de 2005. O público, carente de um drama de emoções genuínas, abraçou a história e foi em peso aos cinemas. "2 Filhos de Francisco" criou conexão emocional inegável e teve público de mais de 5 milhões de pessoas. A música popular da dupla ajudou a alavancar o interesse, mas foi a habilidade em Silveira criar uma obra realmente emocionante que determinou seu sucesso.

Quinze anos depois, "2 Filhos de Francisco" mantém sua posição como um dos grandes fenômenos do cinema brasileiro. Mais ainda: nestes tempos estranhos, é um filme que reafirma a determinação do homem comum e de como seu esforço é capaz de mudar vidas. Ah! Também descobri na época que Luciano é um cinéfilo voraz, que foi determinante para o filme sair do papel.

Minha capa para a SET da época foi para "A Ilha", ficção científica já esquecida, assinada por Michael Bay. Por total vacilo meu não coloquei "2 Filhos de Francisco" na posição de destaque que merecia. É sobre este fenômeno que acompanhei de perto minha coluna em vídeo da semana para o canal do UOL no YouTube.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL