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Pedro Antunes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Pegou ranço? Tiago Leifert ignora Fiuk e mostra que é gente como a gente

BBB 21: Fiuk chora ao se despedir do quarto colorido - Reprodução/Globoplay
BBB 21: Fiuk chora ao se despedir do quarto colorido Imagem: Reprodução/Globoplay
Pedro Antunes

Pedro Antunes, ou "Pô Antunes" pra quem só me conhece pelo Instagram, é jornalista, apresentador, curador e crítico de música e cultura pop desde 2010. Escreveu no Jornal da Tarde, Estadão e foi editor-chefe da Rolling Stone Brasil. Fez mais entrevistas do se lembra, tem um "novo disco favorito" por semana e faz mini-análises de álbuns no programa Tem um Gato na Minha Vitrola, no perfil @poantunes.

Colunista do UOL

26/04/2021 08h33

Sem tempo?

  • Tiago Leifert mostrou ontem que é humano, sim.
  • (Apesar de teorias indicarem o contrário, inclusive)
  • O apresentador deu o 'tratamento do silêncio' após Fiuk fazer manha antes da prova do líder.
  • E não é a primeira vez que Leifert ignora ou entra em desacordo com o participante.

"Ai, Tiago, é jogo de memória?", tenta Fiuk.

Silêncio de Tiago Leifert.

"Tiago, não estou entendendo nada aqui", arrisca outra vez o segundo filho mais famoso de Fábio Jr., quiçá o terceiro mais famoso.

E nada do apresentador do BBB 21 dar atenção aos choramingos do participante.

A função do jornalista e agora mestre de cerimônias do Big Brother Brasil é ser uma espécie de ponte entre confinados em Curicica e o mundo exterior. É a única pessoa com quem os participantes do reality têm contato fora do jogo.

Leifert dita as regras e o ritmo da disputa com suas dinâmicas nos jogos da discórdia e nas provas, nas conversas antes dos paredões e, claro e principalmente, nos discursos de eliminação.

Há que se concordar que a edição de 2021 é a melhor de Leifert no posto. Apesar de uma ou outra questão discutível, o único fã de sapatênis que somos capazes de amar está mandando bem nas conversas com a casa. Casual, despojado e duro quando precisa.

O apresentador deve ser quase um robô para exercer bem a função, não é? Não pode demonstrar carinho e afeto para um participante mais do que para outro. Isso influenciaria o game e os acontecimentos da casa.

Leifert deve funcionar, portanto, como a Alexa, o dispositivo inteligente da Amazon ativado por comandos de voz, sem sentimentos e emoção.

Mesmo assim, o apresentador não perdeu a humanidade, ainda bem.

Afinal, existe algo mais humano do que perder a paciência com alguém. Criar aquele ranço, sabe? Duvido que um notebook consiga criar birra por uma determinada pessoa.

E, ao que tudo indica, Leifert pegou aquele rancinho chato de Fiuk. Os dois já quase discutiram ao vivo, principalmente pela incapacidade do ex-roqueiro em participar das discussões e se recusar a jogar o jogo do BBB 21 na sua totalidade.

Fiuk amarelou algumas vezes e levou bronca por isso.

Na prova de ontem (25), no tal Super Domingo do BBB 21, após escapar de um paredão com uma taxa de rejeição irrisória, o abalado Filipe Kartalian Ayrosa Galvão não deu conta de enfrentar uma prova de liderança importantíssima.

Como o próprio Fiuk previu, aliás, ele foi terrível na prova que consistia em ter alguma capacidade de armazenar uma ordem de figuras apresentadas para cada participante. O pior dos seis que ainda disputam o BBB 21. Sua sorte foi que o aliado Gil do Vigor, também conhecido como nova Paixão Nacional, venceu a disputa, levou a liderança e Fiuk escapou de um novo Paredão.

Sofreu e choramingou com Tiago Leifert ao vivo, que o ignorou com classe. O apresentador mandou o clássico "tratamento de silêncio" no participante. Este é um artifício poderoso para pais e mães lidarem com filhos pequenos manhosos. Quem já recebeu esse silêncio como resposta sabe como é ensurdecedor.

Tiago Leifert é gente como a gente. Faz bem ao jogo, também, que o apresentador não seja tão apático quanto a sua coleção de calçados exibida durante toda a temporada.

Humano, no fim das contas. Como diz a música e o disco da dupla de música eletrônica francesa Daft Punk: "Human After All". Ainda bem.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL