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Mauricio Stycer

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Documentário resgata caso de assassinato e racismo em Nova York

Yusuf Hawkins e sua mãe, Diane Hawkins, no documentário "Tempestade sobre o Brooklyn" - HBO / Divulgação
Yusuf Hawkins e sua mãe, Diane Hawkins, no documentário "Tempestade sobre o Brooklyn" Imagem: HBO / Divulgação
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

21/02/2021 07h01

Estreou esta semana sem maior alarde na HBO o documentário "Yusuf Hawkins: Tempestade sobre o Brooklyn". O filme reconstitui um crime motivado por racismo ocorrido em Nova York, em 1989, mostrando a enorme repercussão que alcançou e o impacto que teve nas eleições para a prefeitura da cidade.

Yusuf Hawkins tinha 16 anos. Em 23 de agosto de 1989, ele e outros dois amigos negros foram cercados e atacados por um grupo de cerca de 20 adolescentes brancos ao passarem num bairro próximo ao que moravam. Os agressores portavam tacos de beisebol; um deles, armado, atirou, causando a morte de Hawkins.

Mais do que expor o drama familiar que causa e a investigação policial do crime, o documentário de Muta'Ali reconstitui a mobilização da comunidade negra de Nova York em busca de Justiça.

Sob a liderança do reverendo Al Sharpton, entre meados de 1989 e 1991, foram realizadas 20 passeatas no bairro em que ocorreu o crime. Como diz Sharpton, o objetivo é constranger quem vive na região. Imagens da época expõem o incômodo que essa movimentação causou. "Não somos racistas, só não gostamos de negros", diz um morador durante um dos atos.

Em 1989, por coincidência, foi lançado o filme "Faça a Coisa Certa", de Spike Lee, que retrata justamente a complexa convivência entre negros e ítalos-americanos no Brooklyn.

Em 1990, David Dinkins tornou-se o primeiro, e até hoje único, negro eleito prefeito de Nova York, derrotando Ed Koch, que comandou a cidade por três mandatos seguidos, entre 1978 e 1989.

O autor dos disparos foi identificado e condenado a 32 anos de prisão. O homem que organizou o ataque aos jovens negros foi condenado a 16 anos (cumpriu a metade). Outros três participantes foram condenados a penas menores.

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