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Mauricio Stycer

Globo teme que debate virtual gere acusação de favorecimento a candidato

Bruno Covas e Guilherme Boulos  -  Campanha Bruno Covas .
Bruno Covas e Guilherme Boulos Imagem: Campanha Bruno Covas .
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

27/11/2020 18h38

O candidato Guilherme Boulos (PSOL) pediu à Globo para realizar o debate programado para esta noite de forma virtual. A emissora cancelou o evento.

Diagnosticado com covid-19 esta tarde, o candidato informou à emissora que não poderia ir ao estúdio, mas estava disposto a participar do debate com o prefeito Bruno Covas (PSDB) de forma remota.

Nas regras acordadas entre os candidatos, no item 11, que trata de "generalidades", está escrito: "O debate eleitoral só será realizado de forma presencial, não se admitindo, em nenhuma circunstância, o uso de meios virtuais para realizá-lo."

Em setembro, ao decidir que só faria debates no primeiro turno com quatro candidatos, a Globo disse que o debate de forma virtual poderia gerar acusações de favorecimento:

"A alternativa de fazer um debate de forma remota não é possível. Os candidatos precisam ser tratados de forma equânime e ter as mesmas condições, e o público precisa perceber isso. Um candidato pode injustamente ser acusado de estar com ponto eletrônico, de estar recebendo ajuda de assessores, por exemplo. A transmissão pode cair num momento importante do debate, e a Globo ser injustamente acusada de ser a culpada ou, da mesma forma, e também de forma injusta, o candidato ou sua campanha serem acusados de terem provocado a interrupção para fugir de um momento difícil".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL