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Mauricio Stycer

Globo e RedeTV! falam em "crime covarde"; Band e SBT criticam Mourão

William Bonner foi criticado no Twitter por chamar parte dos manifestantes contra a morte de João Alberto de "vândalos" - Reprodução / Internet
William Bonner foi criticado no Twitter por chamar parte dos manifestantes contra a morte de João Alberto de "vândalos" Imagem: Reprodução / Internet
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

20/11/2020 22h46Atualizada em 21/11/2020 02h14

Os principais telejornais da TV aberta foram além do noticiário sobre a morte de João Alberto Silveira Freitas e manifestaram opiniões firmes sobre o caso. "Um crime covarde, cruel", disse o apresentador William Bonner, no "Jornal Nacional". "Uma agressão covarde", qualificou o repórter Eduardo Ostermayer, do "RedeTV News".

No "Jornal da Band", o apresentador Eduardo Oinegue manifestou indignação com o depoimento do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que disse: "No Brasill, não existe racismo".

Disse Oinegue: "General, o senhor tem certeza de que não existe racismo? Como é que a gente explica que metade dos brasileiros são negros e pardos, mas aí a gente vai olhar a população carcerária e dois em cada três presos são negros. Não tem racismo, general? Por que, então, tem três vezes mais negros na fatia mais pobre do Brasil do que na fatia mais rica? É tipo acaso?"

O "SBT Brasil", em seu site, também criticou a declaração do vice-presidente com um título contundente: "Mourão afirma, erroneamente, que não existe racismo no Brasil".

O "Jornal Nacional" dedicou 20 minutos ao tema - uma cobertura de amplo alcance, com vários ângulos, mas que provocou críticas nas redes sociais por uma frase de Bonner. Ao falar dos manifestantes que protestaram diante de uma filial do Carrefour em São Paulo, o âncora qualificou parte deles, os que causaram danos à loja, como "vândalos".

"Agora há pouco, um grupo pequeno, de vândalos, atacou o supermercado onde João Alberto foi assassinado. O grupo não fazia parte da manifestação pacífica nos arredores da loja. A Brigada Militar dispersou os manifestantes e bloqueou a rua em frente ao Carrefour", disse Bonner.

Dos cinco telejornais que assisti, o "Jornal da Record" foi o que deu menos espaço ao caso: apenas cinco minutos. O "RedeTV News" tratou da morte de João Alberto por mais de nove. O "Jornal da Band" se ocupou do assunto em quatro momentos num total de 12 minutos. O "SBT Brasil", igualmente, fez grande cobertura por cerca de 12 minutos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL