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Mauricio Stycer

Presidentes de seis partidos propõem solução para debates no primeiro turno

Primeiro debate com candidatos à prefeitura de São Paulo na Band - Kelly Fuzaro/Band
Primeiro debate com candidatos à prefeitura de São Paulo na Band Imagem: Kelly Fuzaro/Band
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

25/10/2020 12h11

Em um artigo publicado na "Folha" neste domingo, presidentes de seis partidos de esquerda e centro-esquerda se unem na crítica ao cancelamento dos debates eleitorais no primeiro turno na maioria das emissoras. O texto se intitula "Democracia derrotada".

Os líderes partidários pedem "um pouco de boa vontade" aos canais de televisão e argumentam que é possível rever a decisão dividindo os debates em dois dias.

Com exceção da Band, que fez um debate em 1º de outubro, e a TV Cultura, que promete realizar um em 12 de novembro, todas as demais emissoras de TV aberta (Globo, Record, SBT, RedeTV!), além da CNN Brasil, cancelaram os seus planos para o primeiro turno.

Assinam o texto na "Folha" Carlos Lupi (PDT), Carlos Siqueira (PSB), Gleise Hoffmann (PT), Juliano Medeiros (PSOL), Luciana Santos (PC do B) e Pedro Ivo (Rede Sustentabilidade).

Eles dizem que a decisão de cancelar os debates "não se sustenta". E perguntam: "estaria o interesse coletivo à mercê da vontade política de alguns meios de comunicação, mesmo sendo eles concessões públicas?"

Os líderes partidários questionam o motivo alegado para o cancelamento: a segurança das pessoas dentro dos estúdios. "Quem nos últimos meses pisou no estúdio de alguma dessas emissoras sabe que o movimento ali, mesmo com a pandemia, manteve-se intenso; afinal, é impossível sustentar uma programação sem equipe in loco."

E acrescentam: "O vaivém de pessoas em salas e corredores e o bate-papo entre funcionários nunca parou. O uso de máscaras, álcool em gel, diferenciação de escalas das equipes, entre outros cuidados, deu conta de manter a programação em pleno funcionamento, incluindo o jornalismo, reality shows e até programas de entretenimento."

Depois de lembrar a ausência do então candidato Jair Bolsonaro na maioria dos debates em 2018 ("hoje sabemos o quanto isso custou caro para a nossa democracia"), pedem "um pouco de boa vontade" para resolver os problemas envolvidos na realização de um evento desses hoje e propõem:

"Basta, por exemplo, dividir os debates em dois dias e sortear os participantes para cada um, como já tem sido feito, com sucesso, por muitas emissoras no Brasil afora."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL