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"Não consigo entender essa campanha contra a novela", diz Aguinaldo Silva

Aguinaldo Silva, autor de "Fina Estampa", enxerga uma campanha contra a reprise - Aguinaldo Silva, autor da novela O Sétimo Guardião (Foto: Globo/ Cesar Alves)
Aguinaldo Silva, autor de "Fina Estampa", enxerga uma campanha contra a reprise Imagem: Aguinaldo Silva, autor da novela O Sétimo Guardião (Foto: Globo/ Cesar Alves)
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

14/08/2020 17h04

Os bons índices de audiência da reprise de "Fina Estampa" alegram Aguinaldo Silva, mas não são suficientes para deixá-lo tranquilo. O autor está revoltado com o que enxerga como uma "campanha" contra a novela.

A crítica feita pelo ator Marco Pigossi, o Rafael da trama, durante uma live com o também ator João Vicente de Castro, levou Aguinaldo de volta ao campo de batalha.

Disse Pigossi: "Eu tinha 22 anos, com umas mechas loiras no cabelo. E fora o que se falava na novela. Essa novela deveria ser proibida de reprisar, era tanta barbaridade, cara. É uma loucura passar essa novela", disse.

O novelista afirma que não ficou chateado com o comentário de Pigossi, mas sim com a repercussão da fala do ator. "A frase foi reproduzida em todos os sites de notícias e ninguém me procurou para ouvir minha opinião".

Por este motivo, Aguinaldo pagou ao Twitter para promover uma mensagem sua sobre o assunto, ampliando o número de pessoas que leram o que tinha a dizer sobre o assunto. "É uma prática comum. Tenho que me defender".

O autor de "Fina Estampa" está incomodado com as críticas à reprise. "Não consigo entender a campanha contra a novela. Que os haters de internet façam isso, faz parte. Mas quem tem um site de notícias tem responsabilidade. Não podem aproveitar uma situação como essa para atacar a novela".

Aguinaldo diz não compreender as críticas ao personagem Crô (Marcelo Serrado), que ele chama de "gay pintoso". Vê "preconceito" dos próprios gays com o mordomo de Tereza Cristina (Christiane Torloni). "Crô caiu no gosto do público. Gerou dois filmes", diz.

Sobre Pigossi, Aguinaldo insiste em dizer: "Não fiquei zangado. Fiquei zangado com as pessoas que se aproveitam da fala dele para atacar a novela".

Mas dá uma lição ao ator. "Ele não faz ideia do que disse. Mesmo que seja por brincadeira, não se fala de censura. Você tem que ter muito cuidado com o que diz".

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL