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Marcelle Carvalho

REPORTAGEM

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Espetáculo de dança da Cia. Deborah Colker é exibido ao vivo no Globoplay

Deborah Colker partiu de um drama pessoal para criar "Cura" - Divulgação
Deborah Colker partiu de um drama pessoal para criar 'Cura' Imagem: Divulgação
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Marcelle Carvalho

Marcelle Carvalho é jornalista que cobre, há duas décadas, o universo da televisão. Suas maiores paixões são novelas e séries, que serão abordadas aqui a partir da visão de quem vê e de quem faz.

Colunista do UOL

25/09/2021 04h00

Se você está com saudade de assistir a um espetáculo de dança, saiba que o Globoplay vai resolver seu problema. A plataforma exibe hoje (25), ao vivo, às 20h, "Cura", da Cia de Dança Deborah Colker. O melhor é que todo mundo poderá assistir, já que o sinal vai estar aberto para não assinantes. A transmissão será realizada diretamente da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, e ficará disponível até dia 2 de outubro.

'Cura' trata de ciência, fé, da luta para superar e aceitar nossos limites, do enfrentamento da discriminação e do preconceito. O ideia do trabalho está intimamente ligado a um drama pessoal de Deborah. Nos últimos anos, a coreógrafa dedicou seu tempo a buscar uma solução para a doença genética que seu neto tem: a epidermólise bolhosa. Dessa angústia pessoal nasceu o novo trabalho da Cia.de Dança Deborah Colker.

dança - Leo Aversa/divulgação - Leo Aversa/divulgação
'Cura' trata de ciência, fé, da luta para superar e aceitar nossos limites
Imagem: Leo Aversa/divulgação

O curioso é que foi com a morte do cientista britânico Stephen Hawking, em 2018, que a artista encontrou o conceito para o espetáculo. Mesmo acometido por uma doença degenerativa, ele viveu até os 76 anos, tornando-se um dos nomes mais importantes da física. A história dele fez com que Deborah percebesse que há outras formas de cura além das que a medicina possibilita.

Quando foi diagnosticado, os médicos deram a Hawking três anos de vida. Ele viveu mais 50, criativos e iluminados. Entendi o que é a cura do que não tem cura", conta a coreógrafa.

O rabino Nilton Bonder, responsável pela dramaturgia, conta que "o espetáculo apresenta todos os recursos imunitários e humanitários em aliança pela cura."

A ciência, a fé, a solidariedade e a ancestralidade são o coquetel de cura do que não tem cura. Concebido antes desta pandemia, o título não é um 'conceito', mas um grito!", afirma Bonder, autor, entre outros títulos, de "A Alma Imoral".

Já Carlinhos Brown é quem assina a trilha. O músico faria apenas o tema "Obaluê", mas acabou criando praticamente toda a trilha, inclusive a canção inicial.

A música veio na minha cabeça logo depois da primeira conversa com Deborah. Eu pensei: 'Isso é um chamado, não é uma trilha normal'. É um trabalho muito mais profundo", afirma o músico, que canta em português, ioruba e até em aramaico.

E olha que bacana: em 27 anos de companhia, é a primeira vez que os 13 bailarinos também cantarão durante a apresentação.