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Luciana Bugni

Climão entre Tatá e Fiuk se resolveria se ele soubesse rir de si mesmo

Fiuk não gostou das brincadeiras de Tata e se recusou a responder perguntas da apresentadora - Reprodução
Fiuk não gostou das brincadeiras de Tata e se recusou a responder perguntas da apresentadora Imagem: Reprodução
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Luciana Bugni

Luciana Bugni é gerente de conteúdo digital dos canais de lifestyle da Discovery. Jornalista, já trabalhou na "Revista AnaMaria", no "Diário do Grande ABC", no "Agora São Paulo", na "Contigo!" e em "Universa", aqui no UOL. Mora também no Instagram: @lubugni

Colunista do UOL

07/12/2021 04h00

O mal-estar entre Tatá Werneck e Fiuk na gravação do programa Lady Night tem agitado a internet há meses. A situação, que seria apenas um atrito profissional que realmente acontece no ramo no entretenimento, ganhou ares de guerra entre duas partes. Isso graças as facções da internet, ávidas por xingar alguém.

É bem simples de explicar: Fiuk não se sentiu à vontade com as piadas de Tatá na gravação e cortou a vibe do programa. Sem saída, ela encurtou o show. O público só viu o resultado meses depois, na semana passada — e não gostou muito do que viu.

A treta ganhou novos capítulos nos últimos dias. Para amenizar a situação, Fiuk afirmou que estava tudo bem entre eles e que o clima só ficou chato porque Tatá havia saído um pouco do roteiro que eles haviam combinado previamente. Epa! A apresentadora ficou brava e afirmou que não combina roteiros com seus convidados. Fiuk ficou mais bravo ainda por ter sido chamado de mentiroso. Sim, o caldo entornou de vez.

Entrevistas, roteiros e humor

O programa de Tatá não é um talk show de entrevistas comuns. Ela é humorista e ali precisa mais do que arrancar respostas espertas dos convidados — precisa colocá-los em situações que soem divertidas para o público. Isso implica, claro, em algum constrangimento.

Combinar o roteiro seria quebrar o elemento surpresa e cair no risco de ficar na mesmice ensaiada. Tatá se defendeu porque sabe que isso deporia contra ela profissionalmente.

Quando Fiuk aceitou sentar no sofá de Tatá, ele conhecia a dinâmica do programa. Nós, público, também conhecemos o jeito de lidar com pressão, críticas ou qualquer tiração de sarro — ele não é a pessoa que normalmente leva brincadeiras de boa. Sua relação com Juliette dentro do programa era emblemática: brigaram até por cobertura de bolo, mas no final estavam envolvidos em um flerte mútuo que se arrastou inconcluso por semanas.

No showbizz há anos, Fiuk sabe como funciona o "entrou na chuva é para se molhar". Claro que estamos em 2021 e nunca defenderíamos (nem eu, nem Fiuk) o humor ofensivo. Mas rir um pouco de si mesmo quando a gente está fumando demais, por exemplo, faz menos mal que cigarro.

Tatá costuma ser empática em suas colocações públicas na internet e preza pelo bom convívio entre as pessoas. Profissionalmente não poderia perder alguns temas que renderiam humor — o meme do Fiuk fumando, por exemplo, foi um dos que mais viralizou na internet durante o reality e ela sabe que não daria para perder essa piada.

Fiuk vetou o que o fazia se sentir exposto e acabou muito mais exposto em suas fragilidades. Ele tem vários atributos: humano, sensível e capaz de ficar consigo mesmo. O conselho, se ele houvesse pedido, seria o mesmo que damos para as crianças na escola para evitar bullying: ria de si antes dos outros que aí perde a graça para os outros. Na escola, quem faz bullying está errado. Num programa de humor, quem perde a piada também está errado.

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