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Luciana Bugni

Fiuk, a nossa sorte é que Juliette é engraçada: ria com ela enquanto dá

Na treta de Fiuk e Juliette por causa da cobertura, eu sou o bolo - Reprodução/Globoplay
Na treta de Fiuk e Juliette por causa da cobertura, eu sou o bolo Imagem: Reprodução/Globoplay
Luciana Bugni

Luciana Bugni é gerente de conteúdo digital dos canais de lifestyle da Discovery. Jornalista, já trabalhou na "Revista AnaMaria", no "Diário do Grande ABC", no "Agora São Paulo", na "Contigo!" e em "Universa", aqui no UOL. Mora também no Instagram: @lubugni

Colunista do UOL

29/03/2021 14h47Atualizada em 30/03/2021 11h37

Sabe, Fiuk, o rolê está louco aqui fora. Eu sei que você se importa porque é sensível, se sente livre para chorar quando se sente tocado — tem milhões de brasileiros em lágrimas em confinamentos não televisionados que se identificam com isso.

Outro dia, Juliette estava meio bêbada, e subiu na sua cama, em cima de você e da Thaís, imitando a Carla Diaz. Ela disse rindo: "Fiuk, você aceita ser meu rival no jogo e no amor?" Ela nem sabe que, sem pai famoso ou carreira artística, tem 16 milhões de seguidores aqui fora.

Você rebateu dizendo que a sorte dela é que ela é engraçada. Parece que estão se acertando. Sim, é bom ser tão bem humorada. Mas a sorte é sua, que convive com ela o dia inteiro. Eu, se fosse você, aproveitaria essa oportunidade só para dar risada — para de brigar por causa de brigadeiro que isso é bobagem. Porque quando vocês vierem aqui para fora, meu caro amigo... a coisa aqui tá feia.

A gente vai levando só de birra

É aquilo que o Tiago Leifert contou: a pandemia está pior do que estava quando você foi morar aí. Você não sabe a sorte que tem de estar fechado em uma casa com piscina, amigos e festa. A gente olha aqui de fora os shows que vocês assistem e dança sozinho na sala. Eu sei, falando assim parece meio patético.

Mas se seus brothers ficaram nove meses sem festa (menos a Sarah, que curtiu a pandemia como não devia), a gente já está nessa carência de balada há um ano.

Rapaz, nunca na vida eu diria que seria legal ir em uma festa eletrônica com DJ renomado e Arthur sem camisa suado. Mas atualmente abraçaria qualquer oportunidade de contato social seguro. Abraçar o Arthur, não. Aí já é demais. Mas aguentaria seu ex-inimigo pedalando no rolê de boa. É, meio bizarro.

Imagino que esse confinamento deve bagunçar a mente. Ainda mais para quem, como você, eu, e a maioria das pessoas que conheço, tem medo do julgamento alheio. Por isso, você poderia aproveitar a oportunidade e rir com Juliette em vez de reclamar dela. Melhora tudo.

Uma parceira no luau e uma aula de cantada

Juliette canta bonito e erra a letra de música cafona. Eu, como controversa admiradora de um bom luau, acho que essa amizade só lhe traria vantagens. E você, moço do violão, devia saber a importância de ter ao seu lado uma cantora amadora carismática e bem maquiada.

Todo mundo tem algo a aprender com essa garota. O jeito que ela dá em cima do Rodolffo, por exemplo: quer forma melhor do que lidar com a rejeição do que rindo? É o desenho cômico do "quem está perdendo é você". Como disse a Ana Thaís no Twitter: na cena na cozinha em que ela se oferece para dormir com ele, nos identificamos com os dois lados durante o diálogo inteiro.

É engraçado, porque Juliette faz com que nos sintamos nós mesmos. E coisa rara nesse 2021, o jeito dela nos permite rir de nossos próprios defeitos. Você já tentou?

Por último, a opinião que pode cancelar essa colunista: brigadeiro é superestimado. Se você meteu o bolo vulcão e a cobertura no centro foi a primeira a acabar... não briga. Aceita o elogio. Juliette estava exaltando sua culinária.

A advogada corre o risco de pecar pelo excesso? Sim. Ele fala ou come brigadeiro demais, como você chora bastante também. Sabia que aqui fora andam chamando a moça de Euliette? O que eu acho uma grande coincidência: ela fala muito, como nós temos feito por falta de coisa melhor para fazer, você chora toda hora — não posso dizer que não me identifico — e todo mundo anda meio ensimesmado.

A vantagem, para nós e para você, que convive com ela, é que Juliette nos faz rir. Que coisa rara ter alguém assim por perto. Em dias meio solitários e confinados, de lágrimas que brotam na hora errada... um alívio é ter alguém que faz piada de si e da gente.

Sabe, Fiuk Júnior de São Paulo, eu se fosse você, topava a proposta de Juliette. Ela trata os rivais bem. Fala demais: mas quem não comete algum excesso em 2021?

Até a Sarah ela acolheu. Até o bofe chucro do Rodolffo percebeu que ela toma porrada demais. Você tem certeza de que vai ficar chateado por besteira?

De resto, aqui na Terra insistem em jogar futebol, mas suspenderam o samba e o rock — sobrou só o choro mesmo, e não o musicado. Mas a gente vai se amando porque também sem um carinho, ninguém segura esse rojão. Acho que você e o edredom entendem o que eu estou falando.

Aí é só cantar para Deus nos proteger de nós mesmos e da maldade de gente boa. Até nisso Juliette pode ajudar. Como ela e Chico César cantam: "bom mesmo é ter sexto sentido, sair distraído espalhar bem-querer". Sorte de quem está em volta.

PS: Minha coluna vai morar aqui agora, nessa colorida e acolhedora casa de Splash. Você pode continuar discordando de mim no Instagram.