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Leandro Carneiro

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Jornal Nacional humaniza jornalistas após tanta violência do governo

William Bonner e Renata Vasconcellos anunciaram a nova iniciativa da Globo - Reprodução/Twitter
William Bonner e Renata Vasconcellos anunciaram a nova iniciativa da Globo Imagem: Reprodução/Twitter
Leandro Carneiro

Editor de Splash, viciado por qualquer tipo de reality show, inclusive aqueles que os famosos vivem na vida real. Jornalista há mais de 10 anos e palpiteiro desde sempre. Se o assunto for esporte entro em campo também.

Colunista do UOL

10/06/2021 22h16

Bonner vai tirar a barba ao vivo? Fará uma dancinha para o Tik Tok? Vai anunciar sua aposentadoria? Vai pedir demissão? Voltou com a Fátima? Fará surpresa para o aniversário da Renata Vasconcellos? As teorias criadas por todos ao longo do dia foram diversas. Mas todo mundo errou. O jornal só resolveu prestar uma homenagem aos jornalistas, humanizá-los em meio a tantos ataques.

O apresentador do Jornal Nacional mostrou que a partir de agora, o programa revelará a intimidade da equipe. Revelar áudios que os funcionários que trocam com a família. "O motivo dessa iniciativa é desfazer uma ideia equivocada que esses dias tão difíceis ajudaram a criar na imaginação de muita gente. Desde o início da pandemia, nós, jornalistas, nunca deixamos de trabalhar".

O ponto alto da emoção da iniciativa "Fatos e Pessoas" ficou por conta da fala de Renata Vasconcellos, que fez 49 anos hoje. Ela foi às lágrimas, mas completou sua mensagem.

"Damos as notícias que nós próprios vivenciamos. Somos jornalistas e estamos aqui por você, pelo nosso país, cada um de nós. Essa é nossa missão. É como a gente pode ajudar."

Bonner ainda destacou que jornalista pode parecer invencível e que não tem medo de ficar doente, que não cansa e não sente saudade. "Mas não", disse o apresentador.

Ao humanizar a própria equipe, a Globo presta homenagem a outros tantos jornalistas que sofreram com a violência do governo e seus apoiadores durante a covid. Como quando Daniela Lima, da CNN, foi chamada de quadrúpede por Jair Bolsonaro (sem partido). Ou Driele Veiga, do SBT, que foi ofendida quando o líder do país disse para ela "deixar de ser idiota".

A violência não se limita apenas ao presidente. Carla Bridi já relatou ter sofrido ameaças por seguranças do Palácio do Planalto. Pedro Duran sofreu durante uma passeata no Rio de Janeiro. Fora as diversas ofensas diárias nas redes sociais.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL