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'BBB 21' virou uma casa de cúmplices silenciosos da humilhação

O elenco do "BBB 21" - Reprodução/TV Globo
O elenco do "BBB 21" Imagem: Reprodução/TV Globo
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

04/02/2021 12h32

Travados com medo do cancelamento, muitos dos participantes do "BBB 21" têm fugido de conflitos a todo custo. A disposição para não intervir em determinadas questões, no entanto, acabou por transformar o reality show em uma casa de cúmplices de bullying e xenofobia.

Não foram poucas as situações nas quais a maioria dos participantes preferiu o silêncio. Quando Karol Conká pediu para que Lucas não falasse com ela e acabou por expulsá-lo da mesa do almoço, Pocah, Lumena, Projota e João assistiram a tudo impassíveis. O mesmo ocorreu quando a cantora falou sobre o jeito como Juliette se expressa: Sarah e Thais ouviram a tudo sem contestar. Também mudos ficaram Gilberto e Projota quando Lumena gritou com Lucas na última quarta-feira (3). Carla, Fiuk, Arthur e Acrebiano também não se moveram ao ouvir Nego Di atacando o ator.

É perfeitamente compreensível que confinados não queiram se envolver em brigas nas primeiras semanas de programa. Mas estratégias para fugir do paredão não significam necessariamente corroborar com a injustiça. Ao silenciar perante preconceito e humilhação, essa fatia do elenco do "BBB 21" vira cúmplice.

Para eles, não falar nada talvez disfarce a concordância, mas cenas como as que Rodolffo debocha de Juliette para o resto da casa denunciam que o problema é mais profundo: aparentemente todos estão na mesma página. Alguns só tentam ser mais discretos em seus preconceitos.