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'BBB 21': Anônimos já entram no reality com estrutura de famosos nas redes

Participantes do grupo Pipoca do "BBB 21" - Divulgação/Gshow
Participantes do grupo Pipoca do "BBB 21" Imagem: Divulgação/Gshow
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

25/01/2021 13h10

Resumo da notícia

  • Participantes já entram no jogo com equipe por trás para interagir com fãs e organizar mutirões
  • Nas redes sociais, houve investimento em fotos profissionais e teve até quem contratasse agência
  • Estratégia mostra que os selecionados para o reality entram cada vez mais prontos para a fama instantânea

Cada vez mais, os participantes selecionados para o "Big Brother Brasil" parecem entrar preparados para o programa - e para lidar com a fama repentina. Uma rápida passagem pelas redes sociais dos escolhidos para a Pipoca, a ala composta por anônimos do reality, já mostra que todos, sem exceção, já deixaram montada uma estrutura para encarar os meses vindouros.

Explica-se: com o advento dos fandoms, cada vez mais obcecados por seus ídolos, os brothers precisam deixar do lado de fora da casa mais vigiada do país uma equipe responsável por alimentar as plataformas na internet e conversar com os admiradores. A ideia é simples: arregimentar o máximo de pessoas para garantir empenho nos mutirões em tempos de paredão.

No "BBB 21", o que se observa é que muitos deles já têm administradores de suas redes sociais, já produziram conteúdos com antecedência - Manu Gavassi fez escola - e já têm até nomes e símbolos de torcida escolhidos previamente. E mais: uma passada pelo Instagram deles já mostra que boa parte dos novos participantes investiu em cliques profissionais. Material caseiro parece cada vez mais raro. Ou seja: todos já se tratam antecipadamente como famosos. Querem, literalmente, sair bem na foto.

Contratar uma equipe para administrar as redes sociais pode sair caro. Há quem invista até R$ 50 mil fazendo acordos com agências. Na média, há quem pague entre R$ 3 mil e R$ 10 mil por mês para alguém cuidar do conteúdo no Instagram e no Twitter, mas nem todo mundo pode gastar tanto - uma vez que o cachê do "BBB" é de um salário mínimo por mês e R$ 500 por semana no jogo. Nesse caso, há sempre algum familiar que assume a função. Cada um se vira como pode!