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Novo programa de Geraldo, 'A Noite É Nossa' pouco difere do 'Domingo Show'

Geraldo Luís tem temporada de 14 episódios garantida para o novo projeto - Divulgação
Geraldo Luís tem temporada de 14 episódios garantida para o novo projeto Imagem: Divulgação
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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

21/01/2021 00h42

Resumo da notícia

  • Atração estreou repetindo fórmula de reportagem especial e homenagem a famoso no estilo "Arquivo Confidencial"
  • Com menor duração, programa pouco aproveitou os humoristas no palco e transformou Dedé Santana em figuração
  • Da mesma maneira, a plateia em tempos de covid não pareceu fazer diferença. Ainda assim, há ganho com ritmo mais agitado

Afastado do trabalho desde junho do ano passado, quando Reinaldo Gottino voltou ao "Balanço Geral", Geraldo Luís estreou nesta quarta-feira (20) seu novo projeto na Record prometendo uma grande homenagem aos programas de auditório. O apresentador, que chegou a chamar o intervalo comercial do mesmo jeito que Flávio Cavalcanti (1923-1986), não poderia ter descrito melhor sua atração. Afinal, como a maior parte das atrações do gênero, "A Noite É Nossa" não ofereceu grandes novidades ou inventou a roda.

A bem da verdade, o novo programa reúne os mesmos ingredientes do extinto "Domingo Show", de maneira um pouco mais apressada. Há uma grande reportagem, um grande mistério, um musical e um conteúdo curioso. Exatamente nessa ordem, a atração exibiu uma longa entrevista com Renato Aragão em sua primeira aparição após a saída da Globo aliada a um mistério? Afinal, quem seria o cantor que já integrou Os Trapalhões? Com menos tempo de duração, logo surgiu Wanderley Cardoso em conversa com a repórter Célia Pinho.

Convidado, Dedé Santana foi pouco explorado e sua presença ao vivo pareceu injustificável, ainda mais sendo ele grupo de risco na era do coronavírus. Completamente descortês para com o humorista, que ficou o tempo todo parecendo decoração de cenário.

No palco, os humoristas como Silvio Santos Cover e Mução pareceram perfumaria e pouco apareceram. Tierry foi a atração musical e, claro, ganhou uma espécie de "Arquivo Confidencial" com direito a mãe aparecendo no palco, recurso comum em programas de auditório. Sabendo disso, Geraldo já tratou de avisar o cantor que seria difícil ele não chorar, praticamente lhe dando uma obrigação. Já Rodolfo Carlos, que fez sucesso no "Domingo Legal" com E.T. (1963-2010), se saiu muito bem em retorno, ainda que em uma pauta manjada: uma visita ao Bar dos Cornos.

Ainda que pouco tenha de diferente do "Domingo Show", "A Noite É Nossa" tem melhor acabamento e ritmo menos ralentado. Ainda assim, em tempos de pandemia e com tanto material fora do palco, a presença de plateia não se mostrou de grande necessidade, especialmente em tempos de pandemia. Na homenagem ao programa de auditório, faltou entender a importância dele.

Na média geral de audiência em São Paulo, a estreia do "A Noite É Nossa" ficou em segundo lugar e marcou 7,5 pontos contra 14,4 da Globo e 4,8 do SBT.