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'A Fazenda': Brasil não sabe votar ou respeitar reality de confinamento

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Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

27/11/2020 00h28

Resumo da notícia

  • Depois de carro de som e helicóptero, "A Fazenda" teve fogos para comemorar permanência de Mariano
  • Fãs dão mostras de que não sabem respeitar regras e tentam a todo custo levar informações do mundo externo
  • Record precisa urgentemente se armar melhor para impedir novas interferências

Em uma decisão surpreendente, a audiência de "A Fazenda" decidiu deixar Mariano no jogo e tirar Raissa Barbosa, uma das participantes que moveu o jogo desde sua primeira semana. Entre o conflito e o bom mocismo, o Brasil pareceu preferir a segunda opção. Até então, a ex-vice Miss Bumbum parecia destinada a ser uma das finalistas. Pelo visto, ainda há, no país, quem acredite em narrativa de casal de reality show.

Da mesma maneira, chama a atenção que o programa da Record tenha voltado a sofrer com interferência externa. Depois do carro de som enviado por fãs de Mirella e do helicóptero que sobrevoou a sede, agora os peões foram surpreendidos por fogos para comemorar a volta de Mariano. Além de parecer surpreendente que alguém se dê ao trabalho de pagar por fogos para mandar sinais a Mariano, o artifício mostra que o brasileiro parece ter decidido criar as próprias regras para programas do gênero que exigem o óbvio: isolamento.

Quem fez isso deu mostras de que não respeita um jogo leal, com todos competindo em pé de igualdade, e também provocará um grande ruído na atração. Com os fogos, muitos passarão a encarar o sertanejo como possível favorito, o que não é o caso.

Mariano corre o risco de se tornar um intocável. A Record precisa urgentemente se armar melhor contra as interferências em sua mina dos ovos de ouro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL