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LGBTs deixaram de ser piada e ganharam direito ao amor na TV

Malvino Salvador e Guilherme Leicam em cena de "A Dona do Pedaço" -
Malvino Salvador e Guilherme Leicam em cena de "A Dona do Pedaço"
Fefito

Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

26/06/2020 18h14

Resumo da notícia

  • De piada do "Zorra Total" a escada para atores, representação LGBT mudou no Brasil
  • Dramaturgia ainda engatinha na questão e tem dificuldades em reconhecer bissexualidade
  • Apesar de proibições, primeiro beijo lésbico foi exibido em 1954, na TV Tupi

Com o Dia do Orgulho LGBT prestes a ser comemorado neste domingo (28), é importante pensar sobre a maneira como a diversidade de orientações sexuais vem sendo representada ao longo dos anos na televisão. Na Netflix e na Apple+, documentários como "Revelação" e "Visible: Out on Television" promovem um importante - imperdível - apanhado histórico.

No Brasil, a trajetória de personagens homossexuais mudou ao longo dos anos. Alvo de piadas homofóbicas ou considerados alívio cômico das novelas, os LGBTs ganharam direito ao amor e à afetividade, mas ainda enfrentam tabus. Já houve casos, por exemplo, em que a Globo cortou cenas em que dois homens apareciam lado a lado na cama.

Curiosamente, em 1954, a TV brasileira já havia mostrado um beijo entre mulheres, no teleteatro "Infâmia", adaptado com o título "Calúnia", na TV Tupi, estrelado por Georgia Gomide e Vida Alves. Demorou, no entanto, para a barreira ser rompida em tempos atuais. No vídeo da semana, falo sobre LGBTs na TV brasileira. Vamos refletir sobre?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL