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Chico Barney

Marcos Mion aproveita chegada na Globo para mostrar poder de mobilização

Marcos Mion fez questão de ficar de crachá da Globo no "Encontro com Fátima Bernardes" - Reprodução/TV Globo
Marcos Mion fez questão de ficar de crachá da Globo no "Encontro com Fátima Bernardes" Imagem: Reprodução/TV Globo
Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002

Colunista do UOL

13/08/2021 12h55

Já faz uma semana que Marcos Mion foi anunciado como novo contratado da Globo, o que normalmente é uma eternidade graças ao dinamismo do fluxo de informações em um mundo conectado. Mas a história se manteve fresca durante todo o período graças ao esforço estratégico do apresentador.

Dia após dia, acompanhamos o desenrolar das reações do novo condutor do Caldeirão pelas redes sociais e imprensa. As muitas mensagens emocionadas, a escolha de tênis para a estreia no Encontro, o almoço de trabalho com Boninho, a foto dos dois abraçados, a farofa com Didi Wagner e o totem do Bruno de Luca.

Mion é um dos comunicadores que melhor soube se aproveitar da internet ao longo da carreira. Foi um pioneiro no Twitter e consolidou uma posição privilegiada no star system por conta do esmero no trabalho no Instagram como complemento à TV. Mesmo fora da Globo, já era primeiro escalão no mercado publicitário.

Equilibra nessa transposição entre meios a mistura da linguagem mais solta dos tempos de formação na MTV com o pragmatismo conceitual reforçado a partir da segunda fase do Legendários na Record, com mais apelo aos desígnios amplamente populares.

Basta lembrar como foi importante essa habilidade para a repercussão positiva de A Fazenda na temporada passada, quando chegou a fazer lives com os participantes eliminados no hotel em que estavam confinados, logo após as edições do programa na TV. Aproveitou a narrativa paralela que surgia espontaneamente, chamando até mais atenção que a oficial.

As maneiras como decidiu expressar seu contentamento pelo novo contrato parecem uma amostra dos motivos que levaram a Globo ao seu encalço. A capacidade de mobilização e a inteligência para provocar engajamento positivo na construção de histórias —nesse caso específico, que vai desembocar na estreia dia 4 de setembro.

Já faz um tempo que as possibilidades de um programa de TV vão muito além das suas faixas de transmissão linear. Mion sabe que os limites entre os meios são cada vez menos demarcados e, na prática, sua passagem pelo "Caldeirola" já começou. E muito bem, diga-se de passagem.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.