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Com tanta reprise no ar, volta do Vídeo Show não é má ideia

Monica Iozzi foi uma das apresentadoras do programa -  Reprodução/TV Globo
Monica Iozzi foi uma das apresentadoras do programa Imagem: Reprodução/TV Globo
Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

Colunista do UOL

02/06/2020 10h25

São poucas as opções inéditas de entretenimento nas principais emissoras abertas do país. Alguns louváveis esforços estão sendo realizados neste período de isolamento social, mas o volume geral segue baixo desde o começo da pandemia.

A Globo está exibindo nada menos que 5 reprises de novelas quase que na sequência: Êta Mundo Bom, Malhação - Viva a Diferença, Novo Mundo, Totalmente Demais e Fina Estampa. Nem o Viva, especializado justamente em reprises de novelas, exibe tantas assim.

Mas a verdade é que essa voluptuosa gaveta de folhetins, considerando décadas e mais décadas de intensa produção, é o mais importante ativo para a emissora e seus outros canais. O lançamento quinzenal de títulos antigos como A Favorita no Globoplay está servindo como principal chamariz para a assinatura da plataforma.

Durante 35 anos, o Vídeo Show foi o mais relevante complemento para toda essa fábrica de sonhos. Bastidores, entrevistas, brincadeiras e erros de gravação ajudavam a contextualizar e muitas vezes até ressignificar aquilo que era contado nas novelas da Globo.

Com um acervo gigantesco de reportagens a respeito de todas essas produções que estão no ar, incluindo aquelas que serão disponibilizadas no streaming, talvez seja um bom momento para retomar a exibição do programa.

Sem contar a possibilidade de aquecer as pautas levantadas pelas tramas com novas entrevistas de suas estrelas, servindo como chamariz para as reprises. Jogar outra luz ao material poderia ser um movimento estratégico no cenário em que a audiência das reprises é boa, mas carece de maior repercussão.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL