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Aline Ramos

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

História de Isaque e Rebeca transforma Gênesis em comédia romântica

Rebeca (Bárbara França) e Isaque (Guilherme Dellorto) em Gênesis - Divulgação/Record TV
Rebeca (Bárbara França) e Isaque (Guilherme Dellorto) em Gênesis Imagem: Divulgação/Record TV
Aline Ramos

Aline Ramos é jornalista, mas tá mais pra palpiteira, por isso cria conteúdo na internet desde 2014. Você com certeza já fez algum teste dela no BuzzFeed, onde foi redatora por dois anos. É especialista em diversidade e dá consultoria para marcas em temas como raça e gênero. Mas o que ama mesmo é escrever sobre entretenimento e dar opinião sobre tudo, se bobear até sobre a sua vida.

Colunista do UOL

22/06/2021 14h54

Gênesis tinha tudo para se tornar uma novela pesada, mas não virou. Nem todas as histórias bíblicas são agradáveis, principalmente as do Velho Testamento. Porém, mesmo com assassinatos, incesto, guerras, pragas e castigos divinos, a produção da Record soube manter a leveza que o horário nobre exige.

Um exemplo disso é a história de amor entre Isaque e Rebeca. A formação do casal era aguardada com expectativa e ganhou até um ship (torcida para um casal real ou imaginário representada pela união de partes dos nomes de ambos). Nos canais oficiais da Record, a união entre os dois foi apelidada de IsBec.

Além disso, o casal ganhou uma trilha musical especial. A música "As Marcas Desse Amor", feita para a novela, tem um refrão bastante chiclete e poderia estar em qualquer filme romântico.

A direção de Gênesis também acertou na escolha dos atores para representar Isaque e Rebeca. Guilherme Dellorto e Barbara França, figuras já conhecidas pelo público da Record, são bons e carismáticos. É fácil gostar deles.

Todo esse esforço em fazer o casal IsBec acontecer deu certo. Os autores conseguiram dosar muito bem a história bíblica com elementos ficcionais que lembram uma comédia romântica.

Na trama, Rebeca foi escolhida a dedo por Deus para ser esposa de Isaque. Ainda assim, a interferência divina não roubou o romantismo do primeiro encontro do casal. Pelo contrário, foi uma oportunidade para explorar conceitos clichês como destino e amor à primeira vista.

O humor ficou por conta da controversa Uriala, interpretada por Marcela Barrozo, que roubou a cena e despertou ódio e riso dos telespectadores. Ela tenta a todo custo conquistar Isaque, mas não foi a escolhida de Deus. O tom cômico dado à personagem é essencial para que a história continue gostosa de acompanhar.

A linguagem moderna e cheia de expressões e apelidos atuais tem sido a cereja do bolo em Gênesis. Abraão e Sara se chamavam de "bem" e "benzinho" na maior naturalidade. Rebeca chama uma de suas servas de "fofona". Agora só nos resta saber quais serão os apelidos carinhosos - e um pouco vergonhosos - do casal IsBec. Você aposta mais em "vida" ou "mozão"?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL