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Aline Ramos

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Jogo equilibrado e atrito entre participantes deixam No Limite empolgante

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram
Aline Ramos

Aline Ramos é jornalista, mas tá mais pra palpiteira, por isso cria conteúdo na internet desde 2014. Você com certeza já fez algum teste dela no BuzzFeed, onde foi redatora por dois anos. É especialista em diversidade e dá consultoria para marcas em temas como raça e gênero. Mas o que ama mesmo é escrever sobre entretenimento e dar opinião sobre tudo, se bobear até sobre a sua vida.

Colunista do UOL

26/05/2021 09h53

A nova edição do No Limite começou mal. Nas duas primeiras semanas, o programa estava confuso, a apresentação de André Marques deixando a desejar e o elenco de ex-BBBs parecia não ajudar.

Para quem esperou muito, uma decepção. Porém, uma luz no fim do túnel se acendeu nesta semana. Ainda há bastante coisa para ajustar, mas já foi possível ver melhoras na edição da última terça-feira (25).

Retrospectiva

Se um reality show de exibição diária já exige retrospectivas ao longo do programa, o que dizer então de um semanal? A direção do No Limite acertou ao lembrar o telespectador do que aconteceu no último episódio com um resumão. Dessa forma, todos ficam na mesma página, até quem não acompanhou o capítulo anterior.

Jogo equilibrado

No Limite é um reality que gira em torno das provas, tanto que é mostrado bem pouco do convívio entre os participantes. Por isso, as vitórias consecutivas da equipe Carcará deixaram a rotina do programa enfadonha. Ninguém gosta de acompanhar uma disputa sabendo quem já ganhou. Mas, no último episódio, a equipe Calango virou o jogo de um jeito inspirador e deixou tudo mais equilibrado.

Atritos

Para quem acompanhou três meses de tretas diárias no BBB, as discussões mornas de No Limite estavam desanimadoras. Mas nada como uma crise para desequilibrar emocionalmente uma equipe, não é? Íris e a eliminada Ariadna, que já estavam se desentendendo, foram mais diretas. Zulu, até então o líder máximo, perdeu a moral com a equipe. Viegas, sempre compreensivo, criticou duramente Íris. E Íris, que não leva desaforo para casa, rebateu tudo. Esse grupo da equipe Carcará promete.

Emoção

Até então, tínhamos visto poucos momentos de emoção entre os participantes, talvez pelo pouco tempo juntos. Por isso, foi marcante notar alguns com os olhos cheios de lágrimas com a saída de Ariadna. A eliminada, por sua vez, deixou um recado emocionante. Bom saber que esse pessoal é uma máquina em provas absurdas, mas que também ama, sofre e chora.

Mudança de discurso

Os homens assumiram uma postura de liderança nas duas equipes logo no começo. Alguns, como Arcrebiano e André, chegaram a duvidar da força das mulheres. Essa dinâmica explícita e implícita de que homens são mais fortes que as mulheres fazia com que No Limite parecesse estar preso no tempo. Porém, Paula abriu a boca e criticou essa postura dos colegas, mostrando que o reality se passa em 2021. Agora é saber se vão ouvi-la.

Com tudo isso, No Limite conquistou para si uma boa história para contar. Tudo pode estar perfeito, mas se o elenco não consegue nos guiar em sua jornada dentro do programa, fica difícil de acompanhar. Ao que tudo indica, as coisas só vão melhorar nas próximas semanas. O público agradece.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL