Em "Continência Ao Amor" uma musicista e um militar prestes a ir para a guerra se casam por conveniência. Porém, uma tragédia transforma esse relacionamento de fachada em realidade.
Sim, é mais um daqueles romances teen com uma receita infalível: protagonistas bonitões, um enredo água com açúcar, um plot twist e um final feliz.
A história se passa na Califórnia (EUA), a protagonista Cassandra, ou Cassie, tem diabetes tipo 1, e o filme mostra o perrengue que a moça passa para conseguir insulina e sobreviver.
Em determinada cena, ela está na farmácia e a atendente diz que não pode dispensar a insulina porque não deu o tempo do seguro-saúde.
O hormônio só poderia ser liberado dali a 4 dias, ou ela teria a opção de comprá-lo: US$ 300, cerca de R$ 1.500. Ao que ela responde: "Só me resta sobreviver até sexta".
Em setembro de 2019, UOL mostrou em reportagem como jovens diabéticos dos EUA, a maior economia do mundo, racionam doses de insulina para fazer a terapia caber no orçamento.
O seguro-saúde da maioria deles só cobre parte do tratamento. Por isso, infelizmente, casos de pessoas que não conseguiram arcar com o tratamento e morreram não são incomuns por lá.
De volta ao filme, Cassie casa-se com o soldado Luke Morrow (Nicholas Galitzine) para ter direito ao seguro-saúde dos militares e assim conseguir tratamento para o diabetes.
Ela consegue inclusive uma bomba de infusão de insulina: trata-se de um aparelho eletrônico portátil que, ligado ao corpo através de uma agulha flexível, libera o hormônio durante 24 horas.
O médico programa o equipamento, enquanto o paciente ajusta as doses de acordo com a alimentação e a prática de exercícios. Pode ser utilizada por indivíduos com diabetes tipo 1 ou 2.
Ainda na farmácia, a protagonista menciona a insulina de ação rápida e prolongada. Vale ressaltar que a nova geração de insulinas tem permitido mais comodidade aos indivíduos com diabetes.
Os tipos disponíveis se diferem pela rapidez da ação e pela duração com que agem sobre a glicose do sangue. Pode haver combinações de uso e somente o médico pode fazer a prescrição.
Se Cassie fosse brasileira, teria direito a ter o seu tratamento todo custeado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que fornece insulina humana de ação prolongada e rápida para diabetes tipo 1 e 2.