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Sem Frescura: sabonete bactericida é melhor do que o convencional?

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Do VivaBem, em São Paulo

14/06/2021 19h00

Qual tipo de sabonete que você usa na hora do banho? Tem muita gente que acaba preferindo aqueles bactericidas, já que parece uma boa ideia matar germes e bactérias que possam estar na nossa pele. O problema é que eles não são uma boa opção para o dia a dia.

Sabonetes bactericidas não fazem distinção entre micro-organismos bons e ruins —basicamente, eles matam todos. Essa é a principal diferença de um sabonete convencional, que limpa a pele de uma maneira mais branda, geralmente removendo o suor, a poeira, as células mortas e parte dos micróbios. A questão é que em nossa pele há micro-organismos que funcionam como um mecanismo de defesa e, portanto, não devem ser eliminados.

Além disso, outro alvo desses sabonetes bactericidas é a camada hidrolipídica da pele, que serve como barreira natural para micro-organismos patogênicos. Sem essa cobertura, a pele fica mais ressecada e mais suscetível ao surgimento de alergias, dermatites e ferimentos.

E se na pele já não é recomendável usar sabonetes bactericidas com frequência, em regiões mais sensíveis, como as partes íntimas, eles devem ser evitados a todo custo. Se usados nessas áreas, há potencial para causar sérios desequilíbrios na flora local, com resultados potencialmente mais danosos do que os já citados. Tomando as mulheres como exemplo, desequilíbrios na região íntima podem abrir espaço para a colonização do local por "bichinhos" que causam problemas como a candidíase.

Depois de saber tudo isso, fica a dúvida: há situações nas quais esse tipo de sabonete deve ser usado? O ideal é usar sabonetes do tipo sob orientação médica, como no caso de feridas e machucados. Outra situação na qual esse tipo de produto é útil é para lavar as mãos após ter contato com substâncias que podem carregar muitos micro-organismos.

Fora isso, o melhor a se fazer é utilizar sabonetes comuns ou, ainda, hidratantes no seu dia a dia. A sua pele e, principalmente, a sua saúde agradecem.

Fontes: Camila de Carvalho, dermatologista da Unidade Vergueiro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein; Camila Stangarlin, dermatologista da DaVita Serviços Médicos; Ingrid Cotta, infectologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Rafaella Caruso, dermatologista do Hospital Santa Catarina.