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Sexoterapia #74 Natalia Timerman e ghosting: 'Dor tão física que passa com analgésico'

17/03/2022 11h07

Mirela é uma mulher de 32 anos, bem sucedida profissionalmente, que conhece Pedro em um aplicativo de relacionamentos e engata uma relação aparentemente promissora. Pouco tempo depois, porém, ela se depara com o sumiço repentino do rapaz, que desaparece como um fantasma, sem oferecer qualquer satisfação. A narrativa do livro "Copo Vazio" ilustra um típico caso de "ghosting" e foi um dos temas do podcast Sexoterapia, no episódio que foi ao ar nesta quarta-feira (16). A escritora e psicoterapeuta Natalia Timerman, autora e colunista de Universa, foi a convidada da semana da sexóloga Ana Canosa e da jornalista Bárbara dos Anjos Lima.

A escritora contou que a história do livro teve origem em sua própria experiência. "Eu sofri um ghosting, então o livro tem uma semente biográfica, que se transformou numa árvore ficcional, eu não sou a Mirela. Mas aquela dor, eu passei por ela, e quando eu passei eu percebi o tamanho daquilo, parecia desproporcional, e eu falei: tem algo aqui que me ultrapassa, parece que tem algo aqui que não é só meu", disse. (veja no vídeo acima a partir de 12:33)

Tema recorrente dos relacionamentos modernos, o ghosting torna mais difícil elaborar o fim de um relacionamento, segundo Natalia. O sumiço repentino, sem explicações, reabre feridas antigas, como o medo do abandono e do vazio. "É uma dor tão física, que tem estudos que dizem que melhora com analgésico. É uma dor concreta". (13:22)

Ana Canosa observou que as mulheres também praticam ghosting, mas ainda bem menos do que os homens. Isso ocorre por conta da construção cultural que rege a forma como as mulheres são afetadas pelo amor e pela maternidade.

Segundo Natalia, esse comportamento predominantemente masculino pode significar imaturidade emocional, mas também reflete uma forma de exercício de poder. "É como se fosse uma perda de poder que os homens sofreram e que eles, de alguma forma, transferiram para as relações afetivas, através de uma performance da indiferença", explica. (a partir de 16:26)

O Sexoterapia pode ser acompanhado ao vivo, todas as quartas-feiras, às 19h30, na página principal do UOL, no Youtube de Universa e no Tik Tok de Universa —na sequência, a versão em áudio estará disponível também nas plataformas de podcast. Nesta 9ª temporada, o foco está nas convidadas: a cada programa receberemos uma nova famosa para uma conversa sobre sexualidade e relacionamentos.

Os podcasts de UOL estão disponíveis em uol.com.br/podcasts e em todas as plataformas de distribuição de áudio. Você pode ouvir Sexoterapia em plataformas como Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Amazon Music, Youtube e TikTok —nestes dois últimos, também em vídeo.