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Paulo Ricardo 'sai da caixa' e canta samba-enredo 'É Hoje'; assista

30/07/2022 09h00

Convidado do programa "Sai da Caixa" desta semana, Paulo Ricardo escolheu cantar o samba-enredo "É Hoje", lançado no carnaval de 1982 pela União da Ilha. No papo com a apresentadora Luiza Possi, o cantor, alçado à fama pela banda de rock RPM, falou do auge do grupo, de sua amizade com Cazuza e muito mais.

O 'Sai da Caixa' é um programa musical do Canal UOL e vai ao ar toda quarta-feira, às 14h30. Além de Paulo, outros nomes do rock já passaram por aqui como Tony Bellotto, Fiuk e Lucas Silveira.

PR - Reinaldo Canato/UOL - Reinaldo Canato/UOL
Paulo Ricardo e Luiza Possi contam juntos no 'Sai da Caixa'
Imagem: Reinaldo Canato/UOL

Depois de lembrar os anos 80, quando o Brasil respirava o rock, Luiza foi direto matar uma curiosidade - dela e nossa também: "Dessa galera dos anos 80, quem era o mais louco?"

Sem pensar muito, Paulo revelou: "Cazuza, sem dúvidas! Em primeiro, segundo e terceiro lugar."

Para o convidado de Luiza, o cantor não interpretava nenhum personagem: "Ele era poesia, ele era aquilo tudo. A poesia dele reflete quem ele era. O Cazuza era a poesia, o tempo todo muito íntegro", contou o amigo com muito orgulho.

Muitos não sabem, mas os dois nutriam uma amizade forte. Paulo, por exemplo, gostava de passar os finais de semana na casa do cantor, e até chamava dona Lucinha - mãe de Cazuza, de tia.

Ele era muito intenso e muito influente. As pessoas inevitavelmente eram influenciadas por ele. A coisa dele era muito forte. Ele era muito intenso, muito vibrante, muito engraçado e muito autêntico. Paulo Ricardo

Tenho saudade

Na conversa, o convidado abriu o coração e revelou que não é muito de sentir saudade de pessoas e do que já passou, mas quando se fala de Cazuza, é diferente: "Não tenho saudade de quase nada. Mas estar com ele, ser aquele garoto [de quando eu era quando estava com ele]...". Os dois tinham 4 anos de diferença na idade.

Ainda falando do amigo, Paulo enalteceu a facilidade poética de Cazuza e contou um lado não tão conhecido pelos fãs: "Ele estudava, ficava em casa à tarde com a máquina de escrever. Ele era muito sério", revelou.

Ele não era doidão 24 horas, ele levava o trabalho dele muito a sério. Paulo Ricardo

Você pode assistir a toda a programação do Canal UOL aqui