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Mauro Cezar Pereira entrevista personagens de destaque do universo esportivo


CEO do Botafogo: Expectativa é sobreviver a 2021 e voltar à Série A

Do UOL, em São Paulo

09/09/2021 15h16

Rebaixado na temporada passada com uma campanha muito ruim no Campeonato Brasileiro ao mesmo tempo em que viu seus problemas financeiros aumentarem, o Botafogo hoje passa por um período de recuperação, com mudanças na gestão e resultados dentro de campo que dão esperanças ao torcedor do retorno à divisão de elite do futebol nacional, a prioridade do clube hoje, sem importar se o acesso será atingido com título da Série B ou não.

Em entrevista a Mauro Cezar Pereira no programa Dividida, do Canal UOL, Jorge Braga, CEO do Botafogo, explica como está sendo o processo de restruturação financeira do clube, o corte nos gastos e a necessidade de retornar à Série A, já que a ausência na primeira divisão rendeu uma queda de cerca de R$ 70 milhões na receita do Alvinegro.

"É claro que ninguém quer só o quarto lugar, mas qualquer um dos quatro lugares do ponto de vista financeiro é o que a gente precisa para poder ter esse acesso. Entendo, respeito, acho que faz parte, também sou torcedor, também gosto de prêmios e títulos, mas aí cabe aqui uma discussão um pouco maior, o modelo de negócio do futebol está mudando no mundo já e acelerando no Brasil, alinhando com o mundo", afirma Braga.

"Para você concorrer ao primeiro e segundo lugares, o nível de investimento que você tem que fazer em atletas talvez seja o dobro ou o triplo de conseguir um terceiro ou quarto lugar. Então você vê, por exemplo, tanto na Série B como na Série A hoje do Campeonato Brasileiro os times que disputam primeiro e segundo lugar têm folhas três vezes maior do que as que disputam o sexto ou o oitavo, então existe um modelo de negócio que é altamente alavancado, muito pouco eficiente, para quem briga pelo primeiro e o segundo lugar exceto se tiver uma concentração de receitas de transmissão muito grande", completa.

O gestor explica que a realidade atual do Botafogo é com o objetivo de sobreviver financeiramente e construir uma base sólida para que o clube obtenha a volta à primeira divisão e consiga visualizar a partir de então uma condição mais viável que possa permitir investimentos e a disputa por títulos para que o torcedor possa reviver os momentos mais gloriosos.

"Não tem certo e não tem errado, mas tem o que é viável para o Botafogo. Então, todo dia a gente briga para ser campeão, mas fazendo contas friamente, o investimento que você tem que fazer em atleta para chegar no primeiro lugar, ele não é ligeiramente maior que o segundo, ele é muitas vezes maior que o segundo, o terceiro e o quarto lugar. Então, para o ano que vem o nosso objetivo é subir com responsabilidade", diz o CEO.

"Conseguindo voltar para a Série A, que são R$ 70 milhões, talvez um pouco mais, R$ 100, porque vem junto o patrocínio, que destrava o valor adequado, o sócio-torcedor, que aumenta de tamanho, nos licenciamentos, que aumenta muito o valor, então, subindo em 2022 na Série A, aí sim a gente consegue botar a casa em ordem e voltar a fazer investimentos conscientes para brigar por títulos. Então, quando eu escrevi aquilo em abril, era exatamente estabelecendo expectativas e a nossa expectativa é sobreviver a 2021 e conseguir o acesso, qualquer que seja a colocação", conclui.

Jorge Braga afirma que no momento de sua chegada o clube só tinha caixa para algumas semanas, considerando que poderia ter falido se fosse uma empresa, mas que a recuperação está sendo trabalhada e hoje já há questões em evolução, como a redução nos gastos com salários, assim como a pontualidade no pagamento dos mesmos.

"Eu passei 30 dias escutando e falando com todo mundo para tentar fazer um diagnóstico o mais isento possível. A vantagem de vir de fora do futebol é não ter a paixão do futebol na hora de olhar o que é bom e o que é ruim, então eu me dei esse prazo de 30 dias com o suporte lá do presidente, da gestão, e o meu diagnóstico na época em relação às finanças estava correto. Na verdade, quando eu cheguei, em meados de março, o clube só tinha caixa, ou seja, disponibilidade financeira, para mais algumas semanas", afirma Braga.

"A gente tem perseguido fielmente aqueles quatro passos, uma gestão muito forte de custos e de despesas, uma reorganização da casa e na sequência estruturar a dívida e buscar investimentos. Continuam sendo as quatro premissas básicas para o Botafogo atravessar 2021 e buscar a Série A, de onde nunca deveria ter saído", conclui.

O Dividida vai ao ar às quintas-feiras, às 14h, sempre com transmissão em vídeo pela home do UOL e no canal do UOL Esporte no Youtube. Você também pode ouvir o Dividida no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music.


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