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Mauro Cezar Pereira entrevista personagens de destaque do universo esportivo


Preferia que o Corinthians fizesse um estádio modesto, diz Badauí do CPM 22

Do UOL, em São Paulo

19/08/2021 15h09

Torcedor assíduo do Corinthians, Fernando Badauí, vocalista do CPM 22, se acostumou desde a infância a acompanhar o clube de coração por influência da mãe e do pai, que estava no jogo que encerrou a fila de 23 anos sem títulos em 1977. O músico acompanhou o clube em diversas situações e até fora do Brasil, se acostumou aos jogos no Pacaembu e no Morumbi, além de ir à Neo Química Arena, a casa corintiana, mas tem um olhar crítico a respeito do estádio.

Em entrevista a Mauro Cezar Pereira no programa Dividida, do Canal UOL, Badauí fala sobre algumas questões controversas no estádio, que ele considera que fogem à característica da torcida do povo, além de lamentar as consequências que o clube hoje passa pela construção de uma arena com padrão para a abertura da Copa do Mundo de 2014, ressaltando que preferia que o Corinthians tivesse construído um estádio mais modesto e mais barato.

"Primeiro, eu acho que o lado mais controverso mesmo é a gente ser uma torcida simples, do povão e ter pias de mármore, com telas de led no mictório. Isso é uma coisa que já não me entra muito na cabeça, porque tinha que atender ao padrão Fifa, o famoso padrão Fifa. Eu acho que foi um tiro no pé mesmo isso daí, porque para quem acha que o Corinthians ganhou o estádio, é um absurdo, o Corinthians está passando pelo que está passando", afirma Badauí.

"Está pagando, vai ter que pagar, não sei em quantos anos, mas vai ter que pagar, não tem jeito, devolver não tem como e nem deve também. Agora, assim, se você pensar, o Corinthians tinha a possibilidade de fazer um estádio de 300 milhões, para 25, 30 mil pessoas, com os cofres do clube mesmo, não precisava de repente ter essa oportunidade da Copa, com BNDES, com a Caixa financiando, com tudo mais. Poderia muito bem ter se planejado para ter daqui, sei lá, 10 anos, você fazer um estádio com calma, igual ao Grêmio", completa.

Badauí afirma que não deixa de ir ao estádio devido aos problemas que a arena ocasionou à situação financeira do Corinthians, mas considera absurdo o custo na situação vivida no Brasil e preferia até que ele pudesse ser dentro do clube, no Parque São Jorge, onde fica a antiga Fazendinha.

"Eu tenho saudades do Pacaembu sim, cara, meus amigos, os caras que são mais das antigas mesmo, eles também falam isso, eles não sentem tão à vontade na arena. Óbvio, o estádio é nosso, vamos torcer igual, lógico, o estádio é do caralho, assim o campo, tipo, é legal de ver o jogo, onde você está, a iluminação, é um puta estádio, isso a gente não pode falar, mas realmente é um estádio muito caro, superfaturado, com muitos erros de administração ali, que custou R$ 1 bilhão, isso é um absurdo para um clube brasileiro, se tratando do Brasil, e a situação que o povo vive", afirma Badauí.

"Mas realmente eu vou lá, a gente faz uns churrascos no estacionamento ali, a gente curte, mas como eu te falei antes, eu preferia muito mais que o Corinthians tivesse feito um estádio modesto, tipo de repente na Fazendinha ali, desviava o Parque São Jorge, fazia uma ponte na Marginal, qualquer coisa, mas o meu sonho mesmo de criança era ver o estádio dentro do clube", conclui.

O Dividida vai ao ar às quintas-feiras, às 14h, sempre com transmissão em vídeo pela home do UOL e no canal do UOL Esporte no Youtube. Você também pode ouvir o Dividida no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music.


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