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Copa 90: Conheça a série documental que explica a participação da seleção

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Copa 90: Conheça a série documental que explica a participação da seleção
Imagem: UOL Play
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Colunista do UOL

06/06/2022 10h23

A inesquecível Copa de 90 ficou marcada como a pior atuação da Seleção Brasileira desde 1966, quando foi eliminada do torneio ainda na primeira fase.

Antes da traumática volta pra casa, o Brasil passou com dificuldade pelos três primeiros rivais. Fez 2 a 1 na Suécia e 1 a 0 contra a Costa Rica e a Escócia.

Mas, o que ficou marcado mesmo foi o primeiro mata-mata contra a Argentina, que apesar de não estar em sua melhor fase, tinha o ídolo argentino Diego Maradona no elenco. Então, surgia a maior dúvida de jogadores e torcedores: como parar o maior jogador do mundo?

Tarde demais. No dia 24 de junho de 1990, Maradona arrancava, passava por Alemão, Dunga e Ricardo Rocha para deixar Caniggia na cara de Taffarel. Com apenas um gol, aos 35 minutos do segundo tempo, o sonho do tetra era adiado mais uma vez!

O que aconteceu naquela fase de grupos? Este é o lance inicial da série documental "Copa 90: Lazaroni, Maradona e uma seleção (talvez) injustiçada". Em seis episódios, a produção revive a trajetória da seleção com depoimentos do técnico Sebastião Lazaroni e de jogadores como Romário, Silas, Ricardo Rocha e Mauro Galvão.

Antes de relembrar em imagens a performance do Brasil das eliminatórias até a eliminação, que tal ler os principais acontecimentos que marcaram o período da Copa de 90?

O UOL Play convida você a fazer esta verdadeira viagem no tempo!

A trajetória e escalação da seleção para a Copa de 90

Às vésperas da Copa de 90, a Seleção Canarinho já amargava um jejum de 20 anos sem conquistar um título oficial. Até então, o último torneio onde a taça havia sido levantada foi em 1970, na Copa do México, com o time de Pelé.

Por conta disso, o clima dentro da seleção era de muita pressão. Com rostos ainda pouco conhecidos pela torcida, o fator confiança ainda não se fazia presente meses antes do mundial.

Sob desconfiança, Sebastião Lazaroni chegava para comandar a Seleção Brasileira. Com ele, o Brasil conquistou o título da Copa América de 1989. Já a estreia nas Eliminatórias da Copa foi contra uma fraca Venezuela, e também não faltaram críticas ao Brasil.

A atuação apática, que nem de longe lembrava o estilo ofensivo dos mundiais anteriores, se repetiu nos demais jogos. Nem mesmo as presenças de Romário, Bebeto e Careca em campo foram capazes de gerar belas jogadas.

Meses antes do início da Copa do Mundo, Romário rompeu o tornozelo enquanto atuava com a camisa do PSV Eindhoven. Mas, contrariando todas as perspectivas, o baixinho foi convocado e se juntou aos colegas de seleção.

Dentre os 22 nomes convocados, os principais destaques foram:

  • Taffarel
  • Mauro Galvão
  • Mozer
  • Ricardo Gomes
  • Dunga
  • Alemão
  • Jorginho
  • Branco
  • Valdo
  • Careca
  • Muller
  • Silas
  • Bebeto
  • Aldair
  • Renato Gaúcho

Polêmicas que marcaram a Copa de 90

As primeiras polêmicas começaram ainda no Brasil. Com Ricardo Teixeira à frente da CBF, um acordo de publicidade com a Pepsi causou desconfiança nos atletas.

Com a falta de transparência sobre os valores de direitos de imagem, a foto oficial da Seleção Brasileira foi marcada por uma cena curiosa. Os jogadores posaram com a mão direita sobre o logo da marca. Na época, o técnico Lazaroni disse que a pose era um "sinal patriótico", negando qualquer descontentamento da equipe.

Já em terras europeias, uma outra notícia ganhou destaque na imprensa e chegou ao ouvido dos jogadores. Empreiteiros teriam oferecido dinheiro para que a hospedagem da seleção fosse na cidade de Gubbio, em troca da visibilidade que o nome do Brasil traria aos empreendimentos da região.

Não faltaram polêmicas dentro e fora das quatro linhas. Do desacordo entre jogadores e comissão técnica sobre o pagamento de uma futura premiação até a famosa "água batizada" que foi oferecida pelo massagista argentino Miguel di Lorenzo aos jogadores brasileiros.

Como podemos perceber, a Copa de 90, que teve a Argentina como vice-campeã na final contra a Alemanha, foi bem turbulenta!
Romário machucado, tratamento e soluções
O jogador brasileiro havia rompido o tornozelo em março, além de precisar realizar outro tratamento por conta de uma lesão na fíbula. No geral, o Baixinho precisou ficar 40 dias tratando este último problema.

Com a proximidade da Copa, Romário não teve tempo suficiente para se recuperar fisicamente. Mesmo longe das suas melhores condições físicas, o jogador foi convocado pelo técnico Sebastião Lazaroni, que peitou o médico da seleção, Lídio Toledo.

Romário já estava fazendo tratamento com o fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé, e o levou para tratá-lo também ao longo do Mundial. Lídio Toledo não gostou. Mais uma situação que pesou o clima na seleção, que já não era dos melhores.
Dunga e a derrota na seleção
O jovem jogador tinha presença forte na seleção da Copa de 90, e em pouco tempo virou o rosto daquela equipe. Dunga era um dos mais preparados, pois já havia jogado na Europa e era considerado um excelente jogador de marcação.

Com jogos nada animadores, ajustes foram feitos no esquema tático do Brasil. Dunga virou uma espécie de novo zagueiro, o que o tornou símbolo da retranca.

O futebol defensivo, com o qual o torcedor brasileiro não estava acostumado, fez surgir a expressão "Era Dunga", usada pelos veículos de imprensa para descrever a fase retranqueira da seleção.

E você, acha que Dunga foi injustamente protagonista de um grupo que deixou o torcedor frustrado?
Quem falhou no gol que eliminou a seleção brasileira na Copa de 1990?
Quase todas as chances do primeiro tempo foram da Seleção Brasileira, que voltou do intervalo com sede de vencer, mas só conseguiu acertar várias bolas na trave. Até que a dez minutos do fim do jogo, a reação argentina veio em nome de Diego Armando Maradona!

O camisa 10 argentino estava longe da sua melhor fase e, inclusive, estava se recuperando de uma lesão no tornozelo. Mas bastou uma jogada do ídolo argentino para que o esquema tático do Brasil fosse desmontado.

Maradona driblou boa parte da defesa brasileira e tocou para Caniggia mandar a bola para a rede de Taffarel. Era o fim da linha.

Quem você acha que falhou no gol que eliminou a Seleção Brasileira na Copa? Alemão, Dunga, Ricardo Rocha ou Mauro Galvão?
O que serviu de ensinamento para a Copa de 94?
A 14ª edição da Copa do Mundo teve disputas emocionantes, mas também mostrou um nível técnico questionável por parte da Seleção Brasileira. A derrota na Copa de 90 foi um choque de realidade para quem acompanhava os jogos daqueles belos dias de verão italiano.

O jornalista Luis Prósperi conta que o público esperava um futebol alegre, mais voltado para o ataque:

"As críticas foram absurdas. Em comparação com 1982, que foi um grito de liberdade, 1990 foi um retrocesso imenso. Do jeito de jogar, pensar e administrar um time", analisa.

Do outro lado do Continente, o Brasil atravessava um cenário incerto e com mudanças econômicas. Era um país que precisava mudar o astral. Para resgatar o "futebol arte", o ex-jogador Falcão foi chamado para comandar a equipe. Tempos depois, Parreira assumiu.

Em 1994 a seleção abraçou o pragmatismo e a busca pelo resultado. Acabou aí um jejum de 24 anos e, enfim, o fantasma da Copa de 90 foi enterrado de vez!
Reviva as emoções da Copa de 90
A série com direção de Douglas Lambert está disponível com exclusividade aos assinantes do UOL Play. Em episódios curtos, de apenas 15 minutos, você mergulha nas histórias que estão registradas em fotos, vídeos ou apenas na memória de quem vivenciou cada momento deste Mundial.

O documentário Copa 90 ainda apresenta entrevistas exclusivas e a análise dos jornalistas esportivos Juca Kfouri, Roberto Thomé, Luciano Borges e Luis Prósperi para ajudar você a refletir: afinal, a seleção de Lazaroni amarelou ou foi injustiçada?

Assista agora e tire as suas próprias conclusões!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL